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Madeira

Porto Santo recolhe 5,6 toneladas de bens para ajudar vítimas do mau tempo

Iniciativa promovida pela Força Aérea Portuguesa visa apoiar comunidades afectadas pela depressão Kristin

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Foto FAP

Força Aérea prevê realizar, nos próximos dias, novos voos para a Madeira com o objectivo de recolher mais bens

A comunidade do Porto Santo aderiu em massa à iniciativa promovida pela Força Aérea Portuguesa com vista a ajudar as vítimas do mau tempo no continente português, recolhendo 5,6 toneladas de bens para serem doados aos afectados pela depressão Kristin.

Em nota emitida, a Força Aérea Portuguesa revela que os bens foram recolhidos através do Aeródromo de Manobra N.º 3 (AM3) do Porto Santo, tendo sido enviados para o território continental esta quinta-feira, 5 de Fevereiro, através de um avião C-130H, que aterrou pelas 13 horas na Base Aérea N.º 6, no Montijo.

A acção solidária, promovida pela Força Aérea e dinamizada pelas diversas unidades espalhadas pelo país, tem vindo a reunir bens doados por militares e comunidades locais.

O apelo gerou uma forte adesão da população do Porto Santo que, através do AM3 ali sediado, reuniu bens alimentares, artigos de higiene pessoal, material elétrico, artigos diversos para o lar, telhas e tinta.

Para a recolha e transporte dos donativos para o Continente, a Força Aérea mobilizou um avião C-130H, que realizou o voo durante o dia de hoje.

Os bens irão agora juntar-se a outros recolhidos pelas restantes unidades da Força Aérea, sendo posteriormente transportados por via terrestre para entrega às comunidades previamente identificadas.

Após a resposta massiva registada, a Força Aérea prevê realizar, nos próximos dias, novos voos para a Madeira e para os Açores, com o objectivo de recolher mais bens.

A acção voluntária de solidariedade integra um conjunto de iniciativas desenvolvidas desde 28 de Janeiro.

Ao longo do dia de hoje, diversas equipas militares da Força Aérea percorreram habitações nas imediações da Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real para avaliar as necessidades mais urgentes da população. Em paralelo, foi efectuado o transporte terrestre de 4000 telhas doadas pela Cooperativa dos Olivicultores de Murça.

Os meios aéreos da Força Aérea continuam igualmente empenhados na monitorização de áreas críticas, afectadas pelas cheias e pela subida das águas, permitindo identificar populações e infraestruturas em risco.

Em resposta à situação vivida no país, a Força Aérea conta actualmente com cerca de mil militares dedicados, oito meios aéreos empenhados e 53 satélites em utilização.

Desde 28 de Janeiro, a Força Aérea cedeu 69 lonas para cobertura de habitações no distrito de Leiria; transportou, por via terrestre, 35,8 toneladas de bens de primeira necessidade, como géneros alimentares e materiais de construção; e mobilizou mais de 70 equipamentos, incluindo geradores, motosserras, gruas, contentores, monta-cargas, tendas e máquinas pesadas.

A BA5 abriu ainda as suas portas à comunidade, proporcionando 369 banhos quentes e distribuindo 370 refeições.

Conjugando meios humanos, técnicos, aéreos e espaciais, a Força Aérea tem vindo a desenvolver missões operacionais e acções de solidariedade junto das populações afetadas, contribuindo para a recuperação gradual da normalidade e a reposição das áreas mais atingidas.