DNOTICIAS.PT
Mundo

Sector da oposição venezuelana aceita dialogar com Governo após receber convite

None

Um setor da oposição venezuelana, integrado candidato presidencial, por duas vezes, Henrique Capriles, informou hoje que aceitou um convite do Governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, para iniciar um processo de diálogo e discutir os problemas dos cidadãos.

"Decidimos assistir com responsabilidade. Participar neste espaço não é um gesto qualquer, muito menos confortável, mas chegamos a este momento com uma Venezuela profundamente ferida", afirmou a oposição num comunicado publicado pelo deputado Stalin González, chefe da bancada parlamentar Liberdade, na rede social X.

O deputado adiantou na nota que o seu setor da oposição sempre defendeu que os venezuelanos devem resolver as suas diferenças de forma pacífica e que a história demonstra que "a Venezuela só avança com acordos genuínos e desapego por uma causa comum".

O texto indica que este encontro não pode ser simbólico, já que "nenhuma parte pode impor soluções duradouras sem ouvir toda a sociedade".

O grupo da oposição afirmou que a convivência democrática exige respeito, pluralidade e o fim de práticas que têm alimentado "o medo, a perseguição e a existência de presos políticos".

"Um bom começo pode ser a lei de amnistia, que permita avançar para a reconciliação nacional", acrescentou.

Na nota, o grupo também adiantou que o diálogo só faz sentido se produzir acordos reais e que a reconciliação não se constrói com gestos vazios, mas sim com mudanças concretas, regras claras e confiança.

No passado dia 23 de janeiro, Delcy Rodríguez propôs que se convoque a um "verdadeiro diálogo político" que inclua tanto setores políticos "convergentes" como "divergentes", uma tarefa que atribuiu ao seu irmão e presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez.

A Presidente interina pediu então que esse diálogo tenha "resultados concretos, imediatos" e que seja venezuelano, ou seja, no qual "não se imponham mais as ordens externas, nem de Washington, nem de Bogotá, nem de Madrid".

Na passada sexta-feira, a presidente interina anunciou a proposta de uma lei de amnistia para libertar os presos políticos detidos desde 1999 até à atualidade, período que abrange os governos do chavismo, embora de momento desconheçam-se os detalhes.