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País

Forças Armadas com mais de 2.100 militares no apoio à população

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Foto CARLOS BARROSO/LUSA

As Forças Armadas pré-posicionaram hoje 44 botes nas zonas de Coimbra, Tancos e Águeda e ativaram a capacidade de resgate anfíbio no rio Lis e Tejo, tendo empenhado um total de 2.173 militares.

O gabinete do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) referiu ainda, em comunicado, que foram posicionadas unidades de bombagem de água, viaturas de transporte de emergência e equipas para apoio à implementação de barreiras para responder a cheias, em Tancos, distrito de Santarém.

No total, estiveram hoje empenhados 2.173 militares, 155 viaturas, 23 máquinas e engenharia e 44 botes, pode ler-se.

As Forças Armadas realçaram ainda que estão em processamento sete pedidos de apoio solicitados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Entre os pedidos estão a desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias de busca e salvamento, transporte de pessoas ou alojamento e alimentação.

As Forças Armadas mantêm disponíveis seis helicópteros, uma aeronave C-130 e uma aeronave de reconhecimento de asa fixa P3C da Força Aérea.

O gabinete do EMGFA apontou que entre 28 de janeiro e hoje estiveram empenhados 6.290 militares, com 633 meios terrestres e 69 máquinas de engenharia.

Entre os apoios estão a ajuda a 480 pessoas com alojamento e alimentação, 29 equipamentos Starlink para reforço/disponibilidade de comunicações de emergência ou 71 geradores.

A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional (AMN) também divulgaram hoje que projetaram para a Marinha Grande, distrito de Leiria, dois pelotões de fuzileiros para "apoio geral à população, desobstrução de vias e reparação de telhados, bem como uma equipa para apoio técnico na área elétrica".

"Até ao momento, neste apoio à população afetada, maioritariamente na região Centro do país, já foram removidas seis toneladas de destroços de árvores junto de escolas e estradas, retiradas cerca de 66 toneladas de destroços do rio Lis, em Leiria, bem como desobstruídos aproximadamente dez quilómetros de estrada", pode ler-se no comunicado sobre as ações de apoio desde o início da situação de mau tempo em Portugal continental.

Na zona de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, os elementos da Direção de Combate à Poluição do Mar (DCPM), da AMN, "continuam a reforçar a capacidade de esgoto de água das áreas inundadas, tendo, até ao momento, esgotado mais de 2000 metros cúbicos de água", sublinhou a mesma fonte.

Até ao momento estiveram empenhados cerca de 410 militares e militarizados, 42 viaturas, 39 botes, quatro geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão, acrescentou, sublinhando que "continuam a aumentar, de forma gradual e de acordo com a avaliação efetuada junto das autarquias, o pessoal e meios no local".

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.