IL assume ter recebido duas queixas mas nenhuma visando o eurodeputado Cotrim Figueiredo
A Iniciativa Liberal emitiu hoje um comunicado para assinalar que, desde a fundação do partido em 2017, recebeu duas queixas, mas nenhuma visou o eurodeputado e ex-candidato presidencial Cotrim Figueiredo.
"Nunca houve qualquer insinuação, relato, queixa ou denúncia, de qualquer natureza, em qualquer momento, na história da Iniciativa Liberal relativamente a João Cotrim Figueiredo", garante a IL, em comunicado.
A IL assumiu que, em toda a sua história, recebeu duas queixas, tendo a primeira dela dado origem a um processo formal que seguiu todos os trâmites, tanto legais como internos, tendo sido arquivado.
"A segunda não identificava quaisquer factos e não indicava evidências, tendo a IL desenvolvido tentativas para que a mesma fosse desenvolvida ou concretizada, sem nunca ter obtido qualquer resposta por parte da sua autora. Apesar disso, foi dado seguimento a uma averiguação independente, recorrendo a suporte jurídico externo, que envolveu toda a informação que foi possível reunir e da qual saiu a conclusão de que não havia quaisquer evidências da veracidade da situação relatada", acrescentou.
Contudo, a IL não especificou a que anos se referem estas queixas, nem de que natureza são e, contactada pela Lusa, escusou-se a fazer mais comentários.
O partido revelou ainda que, depois de ter sido alvo de "suspeitas infundadas e danosas", nomeou o advogado Paulo Saragoça da Matta para o representar "nas reações judiciais que se impõem".
A Lusa tentou, igualmente, contactar o advogado, mas sem sucesso.
Durante a campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela IL, viu uma ex-assessora parlamentar da IL queixar-se, numa publicação privada na rede social Instagram, de ter sido assediada sexualmente por aquele.
Posteriormente, e após aquele ter negado e ter dito que ia avançar para tribunal, a ex-assessora parlamentar revelou, em comunicado, que os factos em causa foram reportados em "sede interna" no decurso de 2023.
Na ocasião, quer Cotrim Figueiredo, quer a presidente da IL, Mariana Leitão, garantiram não terem tido qualquer conhecimento disso.