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Guerra no Irão Mundo

Sobe para 85 número de mortos em ataque a escola

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Foto X @araghchi

Pelo menos 85 pessoas morreram hoje no ataque contra uma escola no sul do Irão, disseram as autoridades iranianas num novo balanço.

O último balanço dava conta de 51 mortos e 48 feridos no ataque contra uma escola da província de Ormuzgão, no sul do país

A escola foi atingida, segundo Teerão, no contexto da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.

A radiotelevisão pública iraniana IRIB identificou as vítimas como estudantes da escola primária Shajare Tayebé, onde se encontravam cerca de 170 alunas, sem que o Exército de Israel se tenha pronunciado até ao momento sobre estas acusações.

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, condenou já o que qualificou de "ato bárbaro" contra uma escola, na sequência dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel.

"Este ato bárbaro constitui uma nova página negra no balanço de crimes incontáveis cometidos pelos agressores", referiu, em comunicado

Israel e Estados Unidos lançaram esta madrugada (hora local) um ataque contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

Guardas da Revolução lançam novos ataques contra bases dos EUA no Golfo

Os Guardas da Revolução iranianos lançaram hoje uma nova vaga de mísseis contra bases norte-americanas no Golfo, em resposta aos ataques israelitas e norte-americanos contra a República Islâmica, informou a televisão estatal.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter iniciado "grandes operações de combate no Irão" e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo "eliminar uma ameaça" representada pelo regime iraniano.

Ataque de Israel e EUA é operação contra "ameaça existencial"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou hoje o ataque ao Irão como uma operação contra "a ameaça existencial" iraniana.

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance de mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.