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Madeira

PS quer emigrantes isentos de pagamento para circularem nos percursos pedestres

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O grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) veio, hoje, a público defender que os madeirenses residentes no estrangeiro e os lusodescendentes fiquem isentos de pagamento para circularem nos trilhos da Região.

Os socialistas já deram entrada, na Assembleia Legislativa da Madeira, a um voto de protesto contra as restrições do livre acesso dos emigrantes à circulação nos percursos pedestres classificados e, por esta via, apelam também ao Governo Regional que reveja a sua posição e "encontre, com urgência, uma solução justa relativamente ao acesso destes cidadãos aos referidos espaços naturais da Região".

Num comunicado enviado esta manhã às redações, Paulo Cafôfo afirma que, apesar da recente alteração à respectiva portaria, continua a ser exigido pagamento a estes madeirenses, questão que, segundo o responsável, cria diferenças no acesso ao património natural da Região.

“Muitos madeirenses que vivem no estrangeiro sentem-se hoje tratados como verdadeiros estrangeiros na sua própria terra, apesar de serem, diariamente, dos principais promotores da Madeira além-fronteiras, verdadeiros embaixadores da Região no mundo, contribuindo para o sucesso do turismo”, constata o líder parlamentar do PS-Madeira.

Para o socialista, "a correCção desta injustiça é uma forma de respeitar a relação histórica da Madeira com a sua Diáspora".

"A Madeira é una na sua identidade e os seus filhos devem ser tratados com igual respeito, independentemente do local onde residam”, reforça Paulo Cafôfo, sublinhando que a garantia do livre acesso valoriza os cidadãos que nasceram na Madeira ou lusodescendentes, que sempre que regressam, “continuam a sentir a Madeira como a sua casa”.

O líder da bancada parlamentar socialista reforça que o PS sempre defendeu o livre acesso dos madeirenses aos percursos pedestres da Madeira, considerando que "a protecção da natureza é compatível com a salvaguarda dos seus direitos, desde que exista planeamento, gestão responsável e definição transparente de limites de carga".

Adverte ainda que o Governo Regional "não se pode limitar a ficar pelo plano das intenções", devendo "encontrar, o quanto antes, uma solução concreta, justa e inclusiva, que isente os madeirenses residentes no estrangeiro do pagamento para acesso aos percursos pedestres classificados".