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“Tragédia em Santa Cruz é sucesso nas câmaras do PSD”, diz Élia Ascensão

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O saldo de gerência foi o tema central da reunião de hoje da Assembleia Municipal de Santa Cruz. O PSD e o CDS voltaram a associar a existência de um saldo de gerência à inoperância e à falta de investimento e planeamento.

Em resposta, a presidente Élia Ascensão apresentou um quadro comparativo entre os saldos de gerência do Funchal, câmara gerida pelo PSD, e o de Santa Cruz e acusou a oposição de “considerar o sucesso do Funchal uma tragédia em Santa Cruz”.

Numa intervenção a que deu o título “O Drama do 1% - uma tragédia grega em dois atos”, a autarca lembrou que “o saldo de gerência é aplaudido no Funchal como uma virtude, mas o mesmo saldo de gerência é apontado em Santa Cruz como um pecado mortal”.

Concretizando, e tendo por referência o ano de 2026, Élia Ascensão disse que, “na Câmara do Funchal, um orçamento total de 136,6 milhões, apresentou um saldo de gerência de 33 milhões, com um peso orçamental de 24,1%”.

Em Santa Cruz, no mesmo ano, “há um orçamento de 51,9 milhões, um saldo de gerência de 13 milhões, com um peso orçamental de 25,1%”.

Segundo a autarca, citada em nota de imprensa, no primeiro caso os estes números são interpretados pelo PSD como sendo “sinal de rigor, de boa gestão, de equilíbrio financeiro”. Em contrapartida, no que refere a Santa Cruz, Élia Ascensão evidencia que “de forma incongruente, o PSD considera incompetência, falta de execução, dinheiro parado”.

“Vemos que um ponto percentual separa o elogio da tragédia, porque apesar de a matemática ser objectiva, a narrativa é política”, vincou, acusando a oposição de faltar verdade.

A líder do executivo santa-cruzense salientou ainda, a propósito, que “as únicas contingências do orçamento que deveriam preocupar a oposição e unir todos num mesmo objectivo” são, por exemplo, os terrenos da Cancela ou o IRS de 2009 e 2010 que o Governo Regional recebeu do Governo da República e nunca transferiu para os municípios, prejudicando os santa-cruzenses”.

A autarca reconheceu que o PSD enfrenta dificuldade em assimilar os saldos positivos actuais, devido à dívida herdada e aos saldos negativos anteriores, cujos efeitos ainda se fazem sentir na gestão financeira do concelho.