Nó do Cortado por desatar gera discórdia entre Câmara de Santana e Governo Regional
O presidente da Câmara Municipal de Santana, Dinarte Fernandes, e a Secretaria Regional de Equipamentos e Infra-estruturas reacenderam esta quinta-feira, 26 de Fevereiro, o debate em torno da concretização da obra do Nó do Cortado.
Numa publicação feita na rede social Facebook, Dinarte Fernandes afirmou que o “Nó do Cortado é desatado hoje”, referindo-se à retirada de um outdoor colocado há cerca de seis anos que anunciava a intervenção. O autarca considerou tratar-se de “mais uma promessa que o Governo não cumpre no concelho de Santana”, acrescentando que continuará atento à concretização de outros projectos anunciados para o município, como o miradouro do Pico da Boneca, o Centro Experimental de Sementes e um auditório. Na mesma publicação, apelou à população para que “não tenha memória curta” relativamente aos compromissos assumidos.
Em resposta, a SREI divulgou um comunicado no qual esclarece que a intervenção no Nó do Cortado está prevista no Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira (PIDDAR) para 2026, identificada como Projecto 52162, documento aprovado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.
A tutela informa ainda que estão em curso os procedimentos necessários para o relançamento do concurso público da empreitada, indicando que o procedimento anterior (CP/5/2023/DRE) foi revogado por “questões processuais”.
No mesmo comunicado, o Governo Regional sublinha que não mede o cumprimento dos seus compromissos "pela presença ou ausência de outdoors", referindo que a nova publicitação da obra será colocada em momento mais próximo da execução dos trabalhos, substituindo a anterior, que se encontrava danificada.
O Governo Regional reitera que "não governa com base no ruído mediático e não se deixa condicionar por pressões oportunistas, em especial das realizadas fora dos canais de contacto institucionais", apontando que "não actua com base em afirmações irónicas".
A Secretaria Regional critica o recurso a declarações públicas nas redes sociais, lamentando "a ausência de qualquer contacto institucional prévio" e considerando que este tipo de exposição contribui para a desinformação e para a degradação do debate político: "O exercício do poder executivo, seja regional ou local, exige responsabilidade institucional e não deve pactuar com campanhas em redes sociais que apenas contribuem para a desinformação da população e para a tentativa de manipulação da opinião pública."