Suécia vai enviar caças para nova missão da NATO no Ártico
A Suécia anunciou hoje que vai enviar caças para patrulhar a Gronelândia como parte da nova missão da NATO no Ártico, destinada a apaziguar as intenções do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao território.
Caças Gripen fabricados na Suécia irão monitorizar a Gronelândia, um território autónomo dinamarquês, como parte da Operação Sentinela da NATO, indicou o Governo, em comunicado.
"Como aliado da NATO, a Suécia tem a responsabilidade de contribuir para a segurança de todo o território da Aliança. A região do Ártico está a tornar-se cada vez mais importante do ponto de vista estratégico", disse o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, na nota de imprensa.
As Forças Armadas Suecas disseram, num comunicado separado, que os caças estariam baseados na Islândia, onde seis aeronaves estão estacionadas desde o início de fevereiro como parte da força de reação rápida da NATO, a polícia aérea da NATO.
A Suécia participará principalmente nesta nova missão sob a forma de "vários exercícios em colaboração com a Força Aérea Dinamarquesa".
As forças especiais suecas também serão enviadas para a Gronelândia para participar em exercícios de treino durante algumas semanas, acrescentou o exército.
A missão Sentinela, lançada esta semana, irá inicialmente agrupar operações já realizadas pelos membros da NATO na região, segundo a Aliança Atlântica.
Não está claro se serão implantadas capacidades militares adicionais na região como parte da nova missão.
As ameaças do Presidente dos Estados Unidos, que afirmava querer tomar o controlo da Gronelândia, provocaram uma das crises mais graves da história da Aliança Atlântica, criada em 1949.
Trump recuou depois de afirmar que tinha definido o "quadro" para um acordo sobre a Gronelândia com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.