PCP apela à greve de 28 de Fevereiro contra pacote laboral do Governo
O PCP realizou hoje uma acção de contacto com trabalhadores junto ao centro comercial Plaza, no Funchal, para denunciar o chamado “Pacote Laboral” do Governo da República e sublinhar a "necessidade de valorizar o trabalho, os salários e os rendimentos de quem vive do seu esforço diário".
Durante a iniciativa, Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, afirmou que o novo pacote laboral “pretende piorar ainda mais uma legislação que já é profundamente prejudicial para quem trabalha”, acusando o Governo de ter objectivos claros: “perpetuar os baixos salários, facilitar despedimentos sem justa causa, agravar e eternizar a precariedade, desregular e prolongar horários de trabalho, atacar direitos de maternidade e paternidade, destruir a contratação colectiva e enfraquecer a liberdade sindical e o direito à greve”.
O dirigente comunista frisou também que “os problemas do País e da Região exigem um outro rumo”, salientando a importância da manifestação nacional convocada pela CGTP-IN para 28 de Fevereiro, que terá expressão na Região Autónoma da Madeira.
Ricardo Lume destacou que os trabalhadores já demonstraram "de forma inequívoca" a rejeição destas medidas, lembrando a forte mobilização registada na greve geral de 11 de Dezembro, bem como as manifestações de 20 de Setembro e 8 de Novembro, que contaram com a participação de milhões de trabalhadores do sector público e privado. Sublinhou ainda que “o ataque aos direitos é uma resposta aos interesses do grande patronato, para aumentar a exploração e a concentração da riqueza, à custa da degradação das condições de vida dos trabalhadores”.
O PCP defende a intensificação da acção reivindicativa nos locais de trabalho, exigindo melhores salários, valorização das carreiras e profissões e uma negociação colectiva eficaz, apontando como metas aumentos salariais de, pelo menos, 15% e 150 euros para todos os trabalhadores.
O partido reiterou ainda o apelo "aos trabalhadores, às populações, aos jovens, aos democratas e patriotas" para que "se mobilizem contra esta política, em defesa dos direitos, da melhoria das condições de vida e por uma alternativa patriótica e de esquerda, assente nos valores de Abril".