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Madeira

Francisco Gomes acusa Centro Islâmico de "falsidade" e "hipocrisia"

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O deputado do CHEGA na Assembleia da República, Francisco Gomes, acusou o Centro Islâmico da Madeira de "hipocrisia", afirmando que "exige direitos e tolerância numa região democrática e plural como a Madeira, enquanto, no Bangladesh, os cristãos continuam a ser alvo de perseguição sistemática por grupos islâmicos radicais". Para o parlamentar, "esta contradição não pode ser ignorada nem relativizada em nome do que diz ser o falso discurso de inclusão do Centro".

Segundo o deputado, "nas últimas décadas dezenas de pessoas foram assassinadas no Bangladesh apenas por serem cristãs, sendo frequentes os ataques violentos a casas de famílias cristãs, atos de intimidação coletiva e episódios de extrema brutalidade". O parlamentar recorda que, "só no mês de novembro, uma escola cristã e uma igreja foram atacadas e incendiadas por grupos islâmicos, factos amplamente documentados e que demonstram a realidade da intolerância religiosa naquele país".

Na perspectiva do deputado, "é precisamente esta realidade que torna inaceitável o discurso do Centro Islâmico da Madeira, que, segundo afirma, ignora deliberadamente a perseguição religiosa existente em países de maioria islâmica, ao mesmo tempo que tenta apresentar-se na Região como vítima ou como mero agente cultural inofensivo". Para o parlamentar, "este duplo discurso revela falta de honestidade política e moral".

“O que vemos é um discurso de exigência de tolerância num lado, enquanto, noutro, se fecham os olhos à perseguição brutal de cristãos, à violência religiosa e à intolerância absoluta. Isso é hipocrisia pura e não pode ser aceite numa região com a história e os valores da Madeira”, afirmou o deputado em nota à imprensa. 

O deputado considera ainda que "o centro islâmico da Madeira tem como objectivo a criação de um gueto islâmico na Região, funcionando como plataforma para a entrada de mais imigrantes, em particular oriundos do Bangladesh", muitos dos quais, afirma, "procuram Portugal e a Madeira aproveitando-se da permissividade instaladas nas fronteiras nacionais".

“Esta gente não vem para se integrar, mas para se aproveitar de subsídios, do sistema de Saúde, do ensino gratuito e de todas as benesses que conseguirem sacar do Estado. Ou seja, vêm para viver às custas dos madeirenses honestos que trabalham e pagam os seus impostos”, observou o parlamentar.

Francisco Gomes foi ainda mais longe, defendendo que o islamismo, enquanto projeto político e civilizacional, é incompatível com a cultura ocidental e que a imigração islâmica representa um risco sério para a sobrevivência da matriz cultural e cristã de Portugal e da Europa. “Não estamos a falar de casos isolados, mas de um modelo que não se quer integrar e que ameaça os fundamentos culturais da nossa sociedade”, concluiu.