Vinte e cinco pessoas assistidas em Lisboa e Porto
Vinte e cinco pessoas foram assistidas na sequência das acampadas pelo direito à habitação em Lisboa e Porto, das quais nove foram transportadas para unidades hospitalares, revelou hoje à Lusa o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Segundo o INEM, em Lisboa nove pessoas foram assistidas, três das quais transportadas ao Hospital de São José, enquanto no Porto foram 16 pessoas assistidas, sendo que destas seis foram levadas para o Hospital de Santo António.
"Todos os feridos, em Lisboa e no Porto, foram classificados como ligeiros", adiantou o INEM.
Ainda segundo o INEM, os seus elementos no Posto de Comando em Lisboa compreendiam "dez meios de Suporte Básico de Vida, um meio de Suporte Imediato de Vida, dois motociclos de emergência e uma equipa médica de apoio às forças de segurança".
Já no Porto, estavam "quatro meios de Suporte Básico de Vida, um meio de Suporte Imediato de Vida e uma equipa médica de apoio às forças de segurança".
A Unidade Local de Saúde de São José adiantou à Lusa que deram entrada no Hospital de São José cinco feridos na manifestação em Lisboa e que todos já receberam alta.
Praticamente em simultâneo, a partir das 04:30 de hoje, a Polícia de Segurança Pública (PSP) avançou sobre os manifestantes concentrados nas acampadas em Lisboa e no Porto para que desmobilizassem, retirando tendas e detendo 13 pessoas, tendo-se registado vários feridos, inclusive polícias.
Em Lisboa, escassos minutos após o início da carga policial da PSP, com petardos e bastonadas, a Praça D. Pedro V ficou vazia. Os manifestantes foram expulsos à bastonada pelos vários acessos ao Rossio.
No Porto, a PSP destruiu o acampamento montado na Praça D. João I. Os manifestantes resistiram, gritando que a sua ação era pacífica, à medida que a força policial avançou, com recurso a bastões e a cães, empurrando-os até à Rua Dr. Magalhães Lemos.