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Copiloto do voo FlyDubai planeava ataque contra aeroporto de Telavive

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Foto Deposit Photos

O copiloto do voo da FlyDubai com destino a Telavive, que na semana passada aterrou de emergência na Arábia Saudita, planeava um ataque suicida contra o aeroporto Ben Gurion em Israel, anunciou hoje o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos.

"Tinha como objetivo assumir o controlo da aeronave e utilizá-la para levar a cabo um atentado suicida contra o terminal de passageiros do aeroporto Ben Gurion, em Telavive, com a intenção de causar o maior número possível de vítimas", afirmou Hamad Saif Al Shamsi num comunicado.

O copiloto natural de Omã inspirou-se nos atentados do 11 de setembro, ocorridos nos Estados Unidos em 2001, e "afirmou ter agido sozinho, sem o envolvimento de outras pessoas", avançou ainda o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos (EAU), acrescentando que a investigação prosseguia "para verificar essa afirmação".

O procurador-geral indicou ainda que o copiloto cumpria todos os requisitos de segurança exigidos aquando da sua contratação.

"Ele cumpria os requisitos profissionais e de segurança exigidos no momento da contratação, tais como a posse de uma licença de piloto, a apresentação de um certificado de boa conduta e a submissão às verificações necessárias", disse Hamad Saif Al Shamsi.

"Nenhum destes procedimentos revelou indícios que sugerissem as suas opiniões extremistas", acrescentou.

No final de setembro, o voo FZ1073 da FlyDubai, que fazia a ligação entre o Dubai e Telavive com mais de 170 pessoas a bordo, a maioria de nacionalidade israelita, esteve envolvido num incidente no 'cockpit' quando o copiloto terá atacado o comandante e tentado assumir o controlo da aeronave.

O copiloto, natural de Omã, já havia sido impedido de voar no seu país por suspeitas de comportamentos extremistas.

A aeronave acabou por aterrar em Tabuk, na Arábia Saudita, depois de se terem registado "altercações a bordo".

Na segunda-feira, as autoridades da Austrália confirmaram que estão a investigar alegadas ligações do copiloto ao país.

A Polícia Federal Australiana (AFP, na sigla em inglês) disse que a Equipa Conjunta de Contraterrorismo de Victoria, integrada pela AFP, pela Polícia de Victoria e pela Organização Australiana de Inteligência de Segurança, está a investigar as alegadas ligações do homem à Austrália,

O anúncio da investigação surgiu após a imprensa local ter revelado que o copiloto do voo da FlyDubai, Hamam al Hammami, natural de Omã, obteve um visto de estudante em 2014 e estudou na Austrália entre 2015 e 2017.