Hezbollah considera ataque do Hamas de 2023 um acto legítimo
O grupo xiita libanês Hezbollah (Partido de Deus) considerou o ataque do grupo islâmico palestiniano Hamas de 07 de outubro de 2023, que provocou a morte de 1.200 pessoas, um ato de resistência "legítimo e corajoso".
Num comunicado difundido no dia em que se assinalam três anos do ataque do Hamas em território israelita - no qual também foram raptadas 251 pessoas -, o Hezbollah acrescentou que, apesar da guerra de retaliação lançada por Israel em Gaza, o país não conseguiu "eliminar o Hamas".
Neste contexto, para a milícia xiita, passados três anos, Israel "falhou" em resolver o conflito em Gaza em que morreram 74 mil pessoas, de acordo com o Hamas.
"Após três anos de guerra em Gaza, período em que o mundo foi inundado por notícias e imagens da brutalidade e da barbárie sionista e norte-americana --- juntamente com aliados ocidentais ---, ainda não se chegou a uma resolução e do seu futuro político e jurídico" do enclave.
"O inimigo [Israel] não conseguiu eliminar o Hamas, as fações da resistência nem o povo de Gaza", acrescentou.
O Hezbollah destacou ainda as mobilizações internacionais de apoio aos palestinianos e denunciou o que disse ser "hipocrisia da comunidade internacional".
O grupo xiita libanês financiado pelo Irão declarou ainda que o conflito vai continuar a ter consequências para todo o Médio Oriente e para a segurança internacional enquanto os direitos dos palestinianos não forem reconhecidos.
O comunicado do Hezbollah foi divulgado um dia depois de o líder, Naim Qassem, ter afirmado que o movimento vai continuar a ser "a resistência" no Líbano enquanto persistir a "agressão" israelita.
Israel assinala hoje em vários pontos do país os três anos sobre o ataque sem precedentes do Hamas ocorrido a 07 de outubro de 2023.
Estão previstas cerimónias ao longo do dia para homenagear as vítimas do ataque que resultou na morte de 1.221 pessoas, segundo os dados recolhidos pela Agência France Presse.