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Saiba o que hoje é notícia

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Os 55 manifestantes pelo direito à habitação detidos há uma semana no Rossio, em Lisboa, vão comparecer perante o Ministério Público para ficar a saber que rumo será dado ao processo.

As diligências decorrem a partir das 10:00 no Campus de Justiça de Lisboa e, segundo a Procuradoria-Geral da República, os arguidos poderão ter o processo suspenso provisoriamente, se assim concordarem, ou serem remetidos para julgamento em processo especial sumário.

Os manifestantes são suspeitos de desobediência, por alegadamente terem resistido quando, em 20 de outubro, a PSP retirou as tendas da Acampada de Lisboa da Praça D. Pedro IV, vulgarmente conhecida como Rossio.

O crime é punível nas suas várias modalidades com um máximo de dois anos de prisão ou de 240 dias de multa.

O movimento Acampada de Lisboa agendou para as 10:00 de hoje, no Campus de Justiça de Lisboa, uma vigília de apoio às 55 pessoas detidas há uma semana no Rossio e libertadas no mesmo dia.

Para o final da tarde, às 18:30, a plataforma Casa para Viver convocou uma concentração em frente à Assembleia da República em protesto pela "violência policial" contra as acampadas pela habitação de Lisboa e do Porto, na madrugada de domingo.

A Acampada de Lisboa já se associou à iniciativa, apelando a que depois seja montada, junto ao parlamento, a sua habitual assembleia popular: "É Acampada no parlamento! Poder popular do Rossio a São Bento!".

Hoje, também é notícia:

CULTURA

O filme português de animação "A Lenda de Miragaia" (1931), cujo paradeiro era desconhecido e do qual foi encontrado um negativo à venda numa feira, vai ser exibido hoje, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.

"A Lenda de Miragaia", de Raúl Faria da Fonseca e António Cunhal, é considerado um dos primeiros filmes de animação do cinema português e estava dado como perdido, até que, em maio passado, foi doado à Cinemateca Portuguesa o negativo da obra, encontrado à venda na Feira da Ladra, em Lisboa.

A exibição de "A Lenda de Miragaia", numa sessão com outros filmes curtos de animação, assinala ainda o fim da aplicação do Plano de Recuperação e Resiliência na Cinemateca, que permitiu digitalizar mais de 1.000 obras cinematográficas portuguesas produzidas em película.

DESPORTO

O Sporting está obrigado a vencer na receção ao Marítimo para rumar à final four da Taça da Liga de futebol, jogo ao qual chega após duas derrotas para a I Liga e Liga dos Campeões.

O vice-campeão nacional e segunda equipa com mais troféus na prova, será anfitrião dos insulares a partir das 20:15, no Estádio José Alvalade, onde averbou duas derrotas seguidas na última semana, a primeira contra os austríacos do LASK Linz (3-2), na Liga dos Campeões, e a segunda diante do Académico de Viseu (2-1), para a I Liga.

Na quarta-feira, será a vez do FC Porto, invicto nas provas domésticas, entrar em campo e tentar evitar nova saída precoce, como aconteceu em 2025/26, recebendo o Académico de Viseu, enquanto no dia seguinte acontece o dérbi minhoto entre Sporting de Braga e Famalicão, e o Benfica, recordista de títulos (8), recebe o Gil Vicente.

A final four da Taça da Liga volta a disputar-se no Estádio Municipal de Leiria, em janeiro.

INTERNACIONAL

Mais de sete milhões de eleitores são hoje chamados às urnas para eleger uma nova composição do parlamento israelita (Knesset), o primeiro ato eleitoral desde os ataques do Hamas que em 2023 atingiram Israel e destabilizaram o Médio Oriente.

Em jogo nestas eleições, já classificadas como uma das mais incertas de sempre em Israel, estão os 120 lugares do Knesset e a consequente governação do país.

Para governar com maioria absoluta, um partido ou coligação precisa de reunir pelo menos 61 lugares parlamentares.

Os israelitas votam em listas partidárias e não em candidatos individuais. Neste escrutínio, constam no boletim de voto 37 partidos, mas apenas aqueles que ultrapassem a fasquia eleitoral de 3,25% entram no Knesset.

As atenções estão centradas em dois nomes: o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (partido Likud) e o antigo general das Forças de Defesa de Israel Gadi Eisenkot (partido Yashar!), um recém-chegado à política israelita.

As últimas sondagens indicam que o Yashar! de Eisenkot tem ligeira vantagem sobre o Likud de Netanyahu, mas nenhum consegue atingir o "número mágico" dos 61 assentos parlamentares, nem através de alianças pós-eleitorais com forças pró-governamentais ou do chamado bloco da mudança, a não ser que este último se entenda com os partidos árabes.

POLÍTICA

O Parlamento inicia o debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027, numa discussão que deverá ficar marcada pelos protestos pela habitação.

O debate, com uma duração total prevista de mais de dez horas, termina na quarta-feira com a votação do documento na generalidade, já com a aprovação garantida pela abstenção do PS.

A discussão parlamentar arranca hoje às 15:00 com uma intervenção do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que não tem agenda pública desde 16 de outubro.

O chefe do Governo não presidiu à última reunião do Conselho de Ministros na quinta-feira e, nesse mesmo dia, publicou nas suas redes sociais uma visita a uma escola no distrito de Aveiro, que não foi previamente divulgada à comunicação social.

A oposição tem criticado o silêncio de Montenegro, sobretudo após as intervenções policiais na madrugada de domingo para dispersar as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, que resultaram em dezenas de feridos e detenções.

Para este primeiro dia, a discussão do OE'2027 tem 249 minutos previstos (cerca de quatro horas), embora os partidos possam antecipar ou transferir parte do tempo para quarta-feira.

A primeira ronda de pedidos de esclarecimento, com resposta individual por parte de Luís Montenegro, inicia-se pelo maior partido da oposição (Chega), a que se seguem as restantes forças políticas, por ordem decrescente de representação, com um máximo de cinco minutos.

O voto favorável das bancadas que suportam o Governo, PSD e CDS-PP, e a anunciada abstenção do PS garantem a aprovação do documento nesta fase.

A proposta de OE2027, a terceira entregue pelo Governo de Luís Montenegro, prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027 e contas equilibradas este ano e um excedente de 0,1% em 2027.

A votação final global está marcada para 24 de novembro.