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Madeira

OET alerta para falta de engenheiros inscritos na Região

Débora Santos defende maior valorização das engenharias agrária e alimentar e reforço do controlo profissional

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A diminuição do número de profissionais inscritos nas áreas da engenharia agrária e alimentar preocupa a Secção Regional da Madeira da Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET), que defende uma maior valorização destas especialidades e um controlo mais rigoroso do exercício da profissão.

O alerta foi deixado esta manhã por Débora Santos, presidente da estrutura regional da OET, à margem da conferência ‘Engenharia à Mesa – Inovação para um Sistema Alimentar Saudável e Sustentável’, que decorre no Centro de Congressos da Madeira.

Segundo a responsável, a iniciativa pretende dar visibilidade a duas áreas fundamentais para garantir uma produção alimentar mais saudável, segura e sustentável, promovendo também o debate de questões habitualmente pouco discutidas em público.

Débora Santos reconheceu que o número de membros inscritos nestas especialidades tem vindo a diminuir, embora existam profissionais a exercer funções sem estarem registados na respectiva Ordem. Considera que a inscrição constitui uma garantia adicional de qualificação e competência profissional.

Na engenharia agrária, destacou a importância destes técnicos na promoção da agricultura biológica, na utilização responsável de produtos químicos e na adaptação dos métodos de produção à orografia e à paisagem madeirenses.

A dirigente sublinhou que, enquanto a produção biológica está sujeita a mecanismos rigorosos de controlo, a agricultura convencional apresenta situações em que a intervenção dos engenheiros agrários é particularmente importante para assegurar práticas sustentáveis.

Débora Santos admitiu a necessidade de mais profissionais e de uma intervenção mais activa na regulação destas actividades, embora não tenha conseguido precisar quantos engenheiros técnicos agrários exercem actualmente na Região.

Revelou ainda que a OET tem sensibilizado várias secretarias regionais para a importância da inscrição profissional, defendendo que o Governo Regional e os municípios devem assegurar que os trabalhadores responsáveis por actos de engenharia estejam devidamente inscritos na respectiva Ordem.

Conferência debate produção, desperdício e saúde

A conferência, que decorre até às 12h30, vai contar, na abertura institucional, com intervenções de Débora Santos e do director regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Marco Costa.

O primeiro painel, dedicado ao tema ‘Produzir melhor para alimentar o futuro’, conta com Miguel Carvalho, coordenador do ISOPlexis, que aborda a produção agrícola, e Romana Neves, que substitui João Teixeira na intervenção sobre segurança, qualidade e saúde alimentar.

A segunda parte, subordinada ao tema ‘O futuro da alimentação’, reúne Elisabete Simões, especialista em Segurança Alimentar da OET, que aborda o desperdício alimentar; Joana Sousa, nutricionista e docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que analisa a influência das escolhas alimentares na saúde; e Carmo Faria, nutricionista, que apresenta a problemática da carência de iodo na Madeira.

O encerramento está a cargo de Carla Rosa, presidente nacional do Colégio de Especialidade de Engenharia Alimentar da OET.