Por Portugal e pela Democracia (2)

Em Abril de 2024 manifestei nesta página do DN a minha convicção que o PSD e o PS por serem os 2 partidos com maiores responsabilidades no bom e no menos bom da governação democrática de Portugal, deveriam entender-se e delinear conjuntamente com a participação de especialistas de reconhecida craveira intelectual e técnica as linhas mestras para pôr em prática as reformas estruturais necessárias das instituições do Estado (IE) (Administração Pública, Saúde, Educação, Justiça, Segurança Social e Sistema Eleitoral) e onde mais for necessário, para otimizar a eficácia e os custos das IE contribuindo para que os/as portugueses/as atinjam o nível de vida a que aspiram e exigem do nosso regime democrático, que não pode continuar a esgotar-se na habilidade politiqueira que reduz a ação política a meras soluções imediatistas cujo principal objetivo é alcançar o poder através do populismo e das promessas cor de rosa de que tudo será possível prescindindo de acordos sérios e exequíveis em matérias que são fraturantes e cuja execução terá de ir além de uma legislatura.

É o futuro de Portugal, nomeadamente das gerações mais novas, que está em causa num mundo em transformação hiper-acelerada a todos os níveis que não se compadece com ideologias políticas que estagnaram no tempo e estão completamente desfasadas da realidade atual e por isso mesmo já é tempo de os partidos e os seus líderes acabarem com o “taticismo” político que visa exclusivamente conseguir governar a qualquer preço no imediato, continuando a descurar o futuro de Portugal e dos/as portugueses/as.

Os que acreditam na nossa DEMOCRACIA e no nosso regime democrático têm a obrigação de defendê-los das investidas dos extremismos venham de onde vierem e isso só será possível com acordos de regime entre partidos DEMOCRÁTICOS, sobrepondo os interesses do País às respetivas ideologias de modo a restabelecer a total confiança dos portugueses/as no nosso regime democrático.

Estou plenamente de acordo com o “Manifesto pelo Bom Entendimento em Democracia”, subscrito por diversas personalidades entre eles ex-ministros e empresários, para um acordo de médio longo prazo entre PS e PSD e acrescentaria outros partidos democráticos que o queiram integrar, para estabelecer um compromisso político que dure 2 ou 3 legislaturas, indo além dos ciclos eleitorais, para se avançar com reformas estruturais em áreas como o sistema eleitoral, a descentralização, a simplificação fiscal, a Justiça e a Educação, responder aos riscos para a nossa Democracia e superar a tendência de os partidos se limitarem a culpar executivos anteriores para justificar os seus falhanços na governação.

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