Cuba e Ucrânia, faltaram 2 K
Numa dicotomia de condenação das duas partes, obviamente, a par da insensata aproximação da NATO, tenho de condenar as mortes às mãos da Rússia. Aqui o invasor é a Rússia. É ela que, objetivamente, invade, é o agressor nesta guerra. E mata civis, contra as leis da guerra. Claro que as mortes do lado russo são de lamentar, sejam militares ou civis, mas, pelo que sabemos, até agora, nem não houve mortes civis, nem sequer mortes em território russo, mesmo militares, pelas balas ucranianas. Nunca trato por igual o que é desigual. Nem trato como desigual o que é equivalente. O que equivale aqui e condeno é que a NATO, aliança defensiva como se define, não se tenha apercebido de que o avanço até às fronteiras da Rússia era uma provocação desnecessária depois da queda do Muro - alguma vez os EUA deixariam o Pacto de Varsóvia assentar no México às portas do território americano? Tanto que não, que ameaçaram o Mundo, pelos voz de Kennedy, com uma guerra nuclear quando os soviéticos colocaram mísseis em Cuba. E a guerra não houve porque saltaram ambas as partes para conversações e os mísseis foram retirados: de Cuba, pelos soviéticos; da Turquia, pela NATO. Talvez Putin esperasse a mesma atitude dos EUA antes de entrar na Ucrânia. Mas, desta vez, tínhamos Biden, um sonso que se limitou a dizer diariamente o tempo que faltava para as tropas russas entrarem na Ucrânia. Faltou aqui Kennedy e Kruchov. Uma guerra que podia ter sido evitada, sem mortes, civis ou militares, afinal, os soldados também têm mães, mulheres e filhos, tanto russos como ucranianos. Faltaram 2 K, Khruschev e Kennedy. A diferença está nos líderes. Tínhamos Biden e Putin.
Miguel Luís Fonseca