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Madeira

Filipe Sousa fala em "perseguição política" que encara com "naturalidade"

Situação diz respeito ao período de campanha eleitoral para as eleições Legislativas nacionais do ano passado, quando Filipe Sousa havia suspendido o seu mandado para se dedicar às eleições. 
Situação diz respeito ao período de campanha eleitoral para as eleições Legislativas nacionais do ano passado, quando Filipe Sousa havia suspendido o seu mandado para se dedicar às eleições. , Foto Arquivo

O deputado madeirense eleito pelo Juntos Pelo Povo (JPP) à Assembleia da República, Filipe Sousa, reafirmou, aos jornalistas, a sua inocência no caso em que está indiciado por um crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem. 

Na Assembleia da República, o parlamentar diz que irá esclarecer "toda esta narrativa" junto das autoridades judiciais, assim que for notificado para tal, face ao levantamento da sua imunidade parlamentar. 

Filipe Sousa disse estar já habituado à "perseguição política" de que foi alvo no decorrer da sua vida autárquica, durante 12 anos, à frente da Câmara Municipal de Santa Cruz, razão pela qual encara com "naturalidade" a situação em que agora se vê implicado. 

"Até agora ainda não fui notificado pelo Ministério Público, e ainda bem que a imunidade será levantada, irei esclarecer toda esta narrativa que criaram à volta de uma situação que para mim não tem qualquer fundamento", sustentou o deputado madeirense. 

Em causa, segundo o Ministério Público, está um crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem punível com pena de prisão de um a cinco anos na altura em que o mesmo era presidente da Câmara de Santa Cruz. 

O Ministério Público considera que Filipe Sousa está indiciado por celebrar com a sociedade Cassiano's Rent Car, Lda, em 10 de Fevereiro de 2025, um contrato de aluguer de veículo automóvel pelo período de 28 dias e pelo preço global de 1.618,96 euros, tendo restituído o veículo em 10 de Março de 2025. O pagamento, deu conta o parlamentar madeirense, terá sido saldado apenas em Junho deste ano. 

Perante os jornalistas, Filipe Sousa contrapôs que nessa altura tinha o mandato suspenso como presidente da Câmara e assegurou que provará com facilidade, através de cópias de documentos que estão na sua posse, que efetivamente pagou o aluguer do carro.

Depois, atacou o procurador deste processo: "Está a manchar o trabalho credível que todos nós queremos dos serviços do Ministério Público".

"Infelizmente, ele não o faz por razões da leitura que eu faço político-partidária. Mais do que isto não posso falar, porque há muita coisa que vou percebendo em todo este processo e todos os outros que já se desenvolveram", disse.

Mas Filipe Sousa foi ainda mais longe nas referências que fez ao procurador do seu processo, começando por dizer que está "ansioso por conhecê-lo".

"Acho que este senhor procurador devia pôr a mão na consciência. Antes de entrar para os serviços do Ministério Público foi advogado e jurista do Grupo Espírito Santo. E tinha uma missão muito concreta: geria as contas offshore do Grupo Espírito Santo. Portanto, se ele julga que aquilo que fez ou faz na sua vida pessoal, na sua trajetória, é a mesma que o cidadão Filipe Sousa, que agora é deputado, desengane-se", advertiu.

Segundo o deputado do JPP, em 12 anos que esteve na Câmara de Santa Cruz, todos os anos foi constituído arguido. Uma observação que lhe serviu para falar também sobre as relações entre poder político regional e instâncias judiciais na Madeira.

"Estas situações dão-me força. No início, quando era confrontado com esta perseguição política, utilizando as instituições judiciais para esse facto, confesso que ficava preocupado. Muitas vezes deixava de dormir. Mas aos poucos fui-me habituando", contou.

Perante os jornalistas, Filipe Sousa contrapôs que nessa altura tinha o mandato suspenso como presidente da Câmara e assegurou que provará com facilidade, através de cópias de documentos que estão na sua posse, que efetivamente pagou o aluguer do carro.

Depois, atacou o procurador deste processo: "Está a manchar o trabalho credível que todos nós queremos dos serviços do Ministério Público".

"Infelizmente, ele não o faz por razões da leitura que eu faço político-partidária. Mais do que isto não posso falar, porque há muita coisa que vou percebendo em todo este processo e todos os outros que já se desenvolveram", disse.

Mas Filipe Sousa foi ainda mais longe nas referências que fez ao procurador do seu processo, começando por dizer que está "ansioso por conhecê-lo".

"Acho que este senhor procurador devia pôr a mão na consciência. Antes de entrar para os serviços do Ministério Público foi advogado e jurista do Grupo Espírito Santo. E tinha uma missão muito concreta: geria as contas offshore do Grupo Espírito Santo. Portanto, se ele julga que aquilo que fez ou faz na sua vida pessoal, na sua trajetória, é a mesma que o cidadão Filipe Sousa, que agora é deputado, desengane-se", advertiu.

Segundo o deputado do JPP, em 12 anos que esteve na Câmara de Santa Cruz, todos os anos foi constituído arguido. Uma observação que lhe serviu para falar também sobre as relações entre poder político regional e instâncias judiciais na Madeira.

"Estas situações dão-me força. No início, quando era confrontado com esta perseguição política, utilizando as instituições judiciais para esse facto, confesso que ficava preocupado. Muitas vezes deixava de dormir. Mas aos poucos fui-me habituando", contou.

"Na Madeira, criam-se narrativas para tentar manchar um partido político, que tem demonstrado a falência do poder político na região. Por outro lado, através da minha pessoa, tentam também criar aqui, no Parlamento, através uma narrativa e manchar. Mas não vão conseguir, porque já tenho calos", respondeu.

Do ponto de vista político, Filipe Sousa entende que a Madeira tem "um regime totalitário de mais de 50 anos com o mesmo partido a governar, que persegue aqueles que, com verdade, querem demonstrar alternativas de Governo".

"Estou na vida política com a total transparência. Aliás, costumo dizer que quando cheguei à política já tinha casa, carro, mulher e filhos. Tinha dois animais e agora tenho quatro. É a minha riqueza", acrescentou.