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Assembleia Legislativa Madeira

IL defende descida permanente do preço dos combustíveis

"É preciso que o dinheiro não fique no bolso do Estado, é preciso que o dinheiro fique no bolso das famílias e no bolso das empresas" ,afirma Gonçalo Maia Camelo

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A Iniciativa Liberal defendeu, na Assembleia Legislativa da Madeira, uma redução permanente e significativa da carga fiscal sobre os combustíveis, considerando que as medidas temporárias propostas pelo PS e pelo JPP não respondem ao problema estrutural dos preços elevados.

Na discussão dos projectos de resolução para reduzir o Imposto sobre ISP, Gonçalo Maia Camelo argumentou que o preço dos combustíveis é influenciado não apenas pelo mercado internacional, mas também pela tributação. Na sua perspectiva, a carga fiscal continua a prejudicar a competitividade das empresas e o orçamento das famílias madeirenses.

"Nós não queremos apenas ajustamentos, nós queremos uma descida significativa da carga fiscal", afirmou o deputado, defendendo que a redução dos impostos deve ser permanente e não limitada a medidas pontuais ou transitórias. O parlamentar considerou que as propostas do PS e do JPP podem contribuir para aliviar os encargos imediatos, mas destacou também a necessidade de maior transparência na formação dos preços.

Gonçalo Maia Camelo defendeu que os consumidores devem ter acesso a informação clara sobre os impostos cobrados e a receita arrecadada pelo Governo Regional.

Na intervenção, alertou ainda para as alterações fiscais previstas no Orçamento do Estado para 2027, nomeadamente a eliminação gradual de determinadas isenções relacionadas com produtos petrolíferos e emissões de carbono. Segundo o deputado, essas mudanças poderão aumentar os custos de produção de energia, com consequências para as empresas e os consumidores.

Gonçalo Maia Camelo defendeu que a resposta deve chegar rapidamente às famílias que dependem do automóvel e não dispõem de alternativas de transporte, bem como às empresas confrontadas com o aumento dos custos operacionais. «É preciso que o dinheiro não fique no bolso do Estado, é preciso que o dinheiro fique no bolso das famílias e no bolso das empresas», afirmou.