Mais de 600 mil sem electricidade e número de mortos em ataque russo sobe para seis
O ataque quer a Rússia fez durante a noite na Ucrânia causou seis mortos e deixou milhares de pessoas sem eletricidade em vários bairros de Kiev, de acordo com um novo balanço das autoridades ucranianas.
O balanço anterior das autoridades de Kiev dava conta de três mortos.
O Ministério da Defesa russo confirmou, em comunicado, ter levado a cabo "um ataque maciço com armas de alta precisão" contra "instalações de infraestruturas energéticas e de comunicações" em Kiev, na região onde se encontra a capital ucraniana, e na de Kharkiv, afirmando que todos os alvos visados serviam interesses militares.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, escreveu na rede social X que a Rússia lançou, esta madrugada, 39 mísseis balísticos e 120 drones de ataque, alguns deles com munições de fragmentação, dirigidos sobretudo contra o sistema energético e outras infraestruturas críticas nas regiões de Kiev e Kharkiv.
Cerca de 600 mil pessoas ficaram sem eletricidade em consequência deste ataque, que, ainda segundo Zelensky, causou danos em 26 instalações do sistema elétrico ucraniano e em outras quatro infraestruturas dos setores do gás e do petróleo do país.
Por seu lado, a Rússia anunciou ter abatido esta madrugada 902 drones ucranianos.
"Durante a noite passada (...), os sistemas de defesa aérea destruíram 902 drones ucranianos" sobre cerca de 20 regiões russas e a Crimeia anexada, indicou o Ministério da Defesa russo num comunicado.
De acordo com o presidente da câmara da capital russa, Serguéi Sobianine, "180 drones foram destruídos ao aproximarem-se de Moscovo".
Este número de drones comunicado por Sobianine na plataforma de mensagens Telegram é um dos mais elevados que visaram Moscovo nas últimas semanas.
Os ataques perturbaram fortemente o funcionamento dos aeroportos moscovitas, tendo o de Vnoukovo ficado suspenso durante mais de oito horas, segundo as autoridades aeroportuárias.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou no domingo um "cessar-fogo energético" entre a Rússia e a Ucrânia, dois dias após o anúncio de um acordo com Moscovo para o fornecimento de quantidades massivas de gasóleo russo aos mercados norte-americano e mundial.