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Madeira

JSD Madeira exige respostas para a habitação, as viagens aéreas e a saúde mental dos jovens

Mariana Ornelas defendeu, no I Conselho Nacional da JSD, em Baião, medidas que garantam a igualdade de oportunidades para os jovens madeirenses e porto-santenses e uma maior consideração das especificidades da insularidade

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Foto DR

A vice-presidente da JSD Madeira, Mariana Ornelas, levou ao I Conselho Nacional da JSD, realizado este sábado, em Baião, um conjunto de reivindicações relacionadas com os principais desafios enfrentados pelos jovens madeirenses e porto-santenses, com destaque para a habitação, a mobilidade aérea, a Autonomia e a saúde mental.

Na sua intervenção, de acordo com a nota enviada, a dirigente defendeu que os jovens da Região devem ter as mesmas oportunidades de estudar, trabalhar e desenvolver os seus projectos de vida que os restantes jovens portugueses, considerando que as especificidades da insularidade devem ser tidas em conta nas decisões políticas nacionais.

A habitação foi um dos temas centrais, com Mariana Ornelas a apelar ao reforço do planeamento municipal, à reabilitação urbana e ao aumento da oferta de casas a preços ajustados aos rendimentos das novas gerações. Defendeu também a continuidade da garantia pública no acesso à primeira habitação, o alargamento da medida à construção e a criação de soluções que facilitem o arrendamento.

Na área da mobilidade, a vice-presidente da JSD Madeira voltou a reclamar alterações ao Mecanismo de Continuidade Territorial, de forma a eliminar constrangimentos no acesso ao subsídio de mobilidade aérea e a acabar com a necessidade de os residentes adiantarem a totalidade do custo das viagens.

Mariana Ornelas defendeu igualmente uma revisão da Lei de Finanças das Regiões Autónomas, com o objectivo de assegurar uma relação financeira mais equilibrada entre o Estado e as Regiões. Entre as propostas apresentadas, destacou a desvinculação das transferências do Fundo de Coesão do desempenho económico regional e a distribuição das receitas de IVA de forma proporcional ao peso populacional das Regiões Autónomas no conjunto do País.

A dirigente considerou que o crescimento económico da Madeira não elimina os sobrecustos permanentes associados à insularidade, defendendo que esta realidade não deve servir de justificação para reduzir os mecanismos de solidariedade nacional.

A saúde mental foi outro dos assuntos abordados, numa intervenção que coincidiu com a recente assinalação do Dia Mundial da Saúde Mental, a 10 de Outubro. Mariana Ornelas defendeu o reforço do acompanhamento psicológico nas escolas, no ensino superior e nos cuidados de saúde primários, alertando para a importância de garantir respostas atempadas aos jovens que necessitam de apoio.