Centenas de madeirenses aderiram ao buzinão contra os aumentos
O buzinão promovido esta, quinta-feira, pelo PCP, no Funchal, contra o aumento dos preços dos combustíveis registou, segundo o partido, uma "adesão massiva" da população.
A iniciativa, realizada na entrada Leste da cidade, surgiu duas semanas depois de um primeiro protesto promovido pelos comunistas sobre o mesmo tema.
O dirigente do PCP Ricardo Lume considerou que a iniciativa pretende ser uma acção de protesto contra a "crescente escalada de preços", com particular incidência no custo dos combustíveis.
Ricardo Lume defendeu que a evolução dos preços coloca "maiores dificuldades" às famílias e empresas da Madeira e do Porto Santo. O dirigente comunista comparou ainda os valores praticados na Região com os de Canárias, argumentando que o custo de vida madeirense continua a penalizar quem trabalha e quem vive de pensões.
Para o PCP, o aumento dos combustíveis contribui para o agravamento do custo de vida e exige uma intervenção do Governo Regional. O partido defende a fixação de um preço dos combustíveis "adequado à realidade económica das famílias e das empresas", a exemplo do que acontece, segundo sustenta, nos Açores e nas Canárias, bem como a fixação de preços máximos para bens essenciais e uma redução do IVA em 30%.
"O aumento dos preços dos combustíveis dá força à necessidade de vir para a rua e protestar", afirmou Ricardo Lume, considerando que esta evolução é um dos exemplos das dificuldades económicas e sociais sentidas na Região.
O dirigente do PCP garantiu, por fim, que o partido continuará a promover iniciativas de protesto e a dar voz às reivindicações da população, em articulação com trabalhadores e outros sectores da sociedade.