Confiança empresarial sobe na Construção e Indústria, mas recua no Comércio e Serviços
O indicador de confiança aumentou em Setembro na Construção e Obras Públicas e na Indústria Transformadora da Madeira, enquanto no Comércio e nos Serviços registou uma evolução negativa face ao mês anterior, segundo os Inquéritos Qualitativos de Conjuntura divulgados hoje pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
Na Indústria Transformadora, o indicador de confiança recuperou em Setembro, depois da descida registada em Agosto. A evolução foi determinada sobretudo pelo contributo positivo das perspectivas de produção e das apreciações relativas aos stocks de produtos. Em sentido contrário, as opiniões das empresas sobre a evolução da procura global tiveram um contributo negativo.
Também as expectativas relativas aos preços de venda apresentaram uma evolução descendente em Setembro, depois das subidas registadas em Julho e Agosto.
Na Construção e Obras Públicas, a confiança empresarial aumentou igualmente em Setembro, invertendo a descida observada no mês anterior. Neste caso, a evolução do indicador reflectiu os contributos positivos da carteira de encomendas e das perspectivas de emprego.
Já as expectativas relativas aos preços a praticar pelas empresas nos três meses seguintes voltaram a diminuir, depois de terem permanecido estáveis em Julho. O saldo destas perspectivas recuou tanto em Agosto como em Setembro.
No Comércio, a tendência foi diferente. O indicador de confiança diminuiu pelo segundo mês consecutivo, depois de ter aumentado em Julho. A descida registada em Agosto esteve associada aos contributos negativos das apreciações sobre as perspectivas de actividade das empresas e sobre o volume de stocks, enquanto o volume de vendas se manteve estável.
Em Setembro, as perspectivas de evolução futura dos preços também contribuíram para a evolução do sector, com o respectivo saldo a diminuir, depois da subida registada em Agosto.
E nos Serviços, a deterioração da confiança prolongou-se pelo terceiro mês consecutivo. Depois de ter aumentado ao longo do 1.º semestre, o indicador diminuiu em Julho, Agosto e Setembro.
A evolução negativa em Setembro resultou dos contributos desfavoráveis das três componentes consideradas no indicador: as apreciações sobre a actividade da empresa, as opiniões relativas à evolução passada da carteira de encomendas e as perspectivas sobre a evolução futura da procura.
Também neste sector, as expectativas sobre a procura futura mantiveram uma trajectória descendente. O respectivo saldo diminuiu entre Junho e Setembro, depois de ter aumentado durante os seis meses anteriores.