Cientistas nacionais e internacionais participam em expedição científica no mar da Madeira
Várias equipas de cientistas nacionais e internacionais vão estudar o mar da Madeira durante quatro semanas, numa expedição científica que pretende mapear ecossistemas pouco estudados e avaliar o estado atual das áreas marinhas protegidas da região.
A iniciativa decorre entre sexta-feira e 28 de outubro, a bordo do antigo navio bacalhoeiro Santa Maria Manuela e de outras plataformas de investigação, nas zonas norte e sul da Madeira, nas Ilhas Desertas e no Porto Santo.
A expedição científica é promovida pelo Governo da Madeira, o Instituto de Florestas e Conservação da Natureza, a ARDITI -- Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação, a Fundação Oceano Azul, o Oceanário de Lisboa e o programa Pristine Seas da National Geographic Society.
"Esta primeira expedição científica vai mapear ecossistemas pouco estudados ao largo da Madeira, Desertas e Porto Santo, avaliar o estado das atuais áreas marinhas protegidas da região e gerar o conhecimento científico que vai moldar o futuro da conservação do mar da Madeira", é realçado numa informação divulgada pela Fundação Oceano Azul.
A investigação visa igualmente identificar e avaliar novas áreas de importância ecológica e de conservação para apoiar o reforço e a expansão da rede de Áreas Marinhas e Protegidas.
Os cientistas pretendem ainda estabelecer um programa de monitorização de longo prazo para acompanhar as alterações no estado de conservação de espécies e 'habitats' representativos de cada Área Marinha Protegida existente.
A expedição será constituída por mergulhos, recolhas de amostras e "descobertas que acontecem todos os dias", recorrendo a "tecnologia de ponta", como veículos remotos.
Os resultados da investigação científica terão também um impacto político, na medida em que "vão influenciar diretamente a expansão das Áreas Marinhas Protegidas na Madeira".
O arquipélago da Madeira "é um ponto de referência da biodiversidade marinha do Atlântico Norte", sendo um "corredor para espécies migradoras, refúgio da foca-monge e da baleia-piloto, lar de corais de águas frias e de espécies de valor comercial, histórico e cultural".
Porém, lê-se na informação sobre a expedição, "grandes extensões das suas águas permanecem cientificamente inexploradas".
A expedição termina em 28 de outubro com um evento de encerramento, no Funchal, no qual serão apresentados os resultados preliminares.
Numa segunda fase, em maio do próximo ano, os investigadores vão explorar áreas do mar profundo que ainda são pouco conhecidas na região.