Cotrim Figueiredo acusa sucessivos governos de falharem na prevenção dos fogos
O candidato a Presidente da República João Cotrim Figueiredo considerou hoje que os sucessivos governos têm falhado na prevenção dos incêndios que, anualmente, fustigam o país, sendo urgente dar mais atenção ao assunto.
"Continuamos com a sensação de que nada é feito a tempo e que, depois, estamos permanentemente a tentar remendar questões que já deviam estar resolvidas", disse o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal.
O eurodeputado, que visitava o Memorial às Vítimas Mortais dos incêndios de 2017 em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, assinalou que, desde essa altura, há trabalho feito, nomeadamente a limpeza das vias junto às estradas, mas há outras coisas que "ainda não estão a ser feitas a tempo" e são necessárias.
Acompanhado da presidente da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, Dina Duarte, que pedia atenção para a problemática dos fogos para que aquilo que aconteceu em 2017 não se repetisse, Cotrim Figueiredo lembrou que é agora, no início do ano e quando as temperaturas o permitem, que alguns dos trabalhos de prevenção e de mitigação do risco de incêndio devem ser realizados.
Dina Duarte, que contava emocionada o que se passou nesse ano, explicava ao antigo líder da IL que as câmaras municipais têm-se substituído aos proprietários e feito a limpeza dos terrenos.
E, nessa sequência, Cotrim Figueiredo aproveitou para fazer algumas perguntas à ministra da Administração Interna: "Estamos ou não estamos preparados em termos de recursos efetivos na coordenação e na estrutura de comando da Proteção Civil? Estamos ou não estamos preparados em termos de recursos técnicos e humanos nos bombeiros?".
"É agora em janeiro que se pergunta isso e faço essas perguntas porque gostava de ter uma resposta e para que todos possamos, especialmente as populações destes territórios, dormir um pouco mais descansados", frisou.
Se fosse eleito Presidente da República, o candidato garantiu que chamaria a atenção dos responsáveis políticos em privado e, se esses apelos estivessem a cair "em orelhas moucas", falaria sem qualquer problema publicamente.