Confiança na economia regional recua no final de 2025
Indicadores diminuem na indústria, comércio e serviços em Dezembro, enquanto a construção e obras públicas registam subida
Os indicadores de confiança na economia regional apresentaram evoluções divergentes em Dezembro de 2025, com quebras na Indústria Transformadora, no Comércio e nos Serviços, e um aumento na Construção e Obras Públicas. Os dados resultam dos Inquéritos Qualitativos de Conjuntura (IQC), divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
Na Indústria Transformadora, o indicador de confiança diminuiu em Dezembro, depois de ter registado um aumento em Novembro. Segundo a DREM," esta evolução ficou a dever-se sobretudo às opiniões negativas sobre a evolução da procura global e às perspectivas de produção".
Em sentido contrário, as apreciações relativas aos stocks de produtos tiveram um contributo positivo. Já as expectativas quanto aos preços de venda voltaram a aumentar em Dezembro, após a descida observada no mês anterior.
Na Construção e Obras Públicas, o indicador de confiança registou um aumento em Dezembro, após ter estabilizado em Novembro. Este crescimento "reflectiu o contributo positivo das apreciações sobre a carteira de encomendas", embora as perspectivas de emprego tenham tido um impacto negativo", observa a DRAM.
As expectativas quanto aos preços a praticar pelas empresas nos próximos três meses também aumentaram, invertendo a tendência de descida registada em Novembro.
No Comércio, o indicador de confiança recuou em Dezembro, depois de ter aumentado no mês anterior. "A quebra resultou principalmente da evolução negativa do volume de vendas e das perspectivas de actividade das empresas, apesar de o volume de stocks ter contribuído positivamente", aponta a DREM. As perspectivas de evolução futura dos preços continuaram a aumentar, tendência que se verifica desde Outubro.
Já nos Serviços, o indicador de confiança diminuiu pelo sexto mês consecutivo até Dezembro, após ter aumentado nos cinco meses anteriores. Esta evolução "resultou do contributo negativo das opiniões sobre a evolução passada da carteira de encomendas e das apreciações sobre a actividade da empresa, tendo as perspectivas relativas à evolução futura da procura contribuindo positivamente".
Quanto às expectativas de preços na prestação de serviços, estas voltaram a aumentar em Outubro, Novembro e Dezembro, depois de cinco meses de recuo.