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Madeira

“Na política, como no futebol, quem deixa entrar golos destes não pode continuar em campo”, atira PTP

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O Partido Trabalhista Português (PTP) acusou esta terça-feira, 6 de Janeiro, o Governo Regional da Madeira de ter "falhado na defesa dos interesses dos madeirenses" na recente alteração às regras do subsídio de mobilidade, fazendo uma analogia da situação com o mundo do futebol: "A actuação do Executivo liderado por Miguel Albuquerque [foi] como um golo de baliza aberta.”

Em causa está o diploma promulgado pelo Presidente da República que passa a exigir aos beneficiários do subsídio de mobilidade a apresentação de prova de inexistência de dívidas às Finanças e à Segurança Social. Uma exigência que, recorda o PTP, foi inicialmente duramente criticada pelo próprio Miguel Albuquerque, que chegou a afirmar que a lei “não tinha pés nem cabeça” e garantiu que não avançaria.

No entanto, o diploma acabou por ser aprovado sem que o Governo Regional tivesse conseguido travar ou alterar uma medida que, segundo o PTP, "penaliza injustamente muitos madeirenses e açorianos, criando mais obstáculos ao direito à mobilidade".

Em nota emitida, o Partido Trabalhista Português afirma que Miguel Albuquerque e o secretário regional Eduardo Jesus demonstraram "incapacidade política e falta de firmeza na defesa da Região Autónoma".

"Não travaram, não negociaram, não se impuseram por Madeira”, acusa o partido, apontando que a passividade do Governo Regional terá resultado da preocupação "em não criar conflitos internos com o PSD a nível nacional".

O PTP recorre a uma analogia para ilustrar a situação, comparando a actuação do Executivo regional a um defesa central que falha na protecção da baliza e permite um golo evitável. “Na política, como no futebol, quem deixa entrar golos destes não pode continuar em campo”, sublinha o partido.

Para os trabalhistas, este episódio revela "um enfraquecimento da capacidade reivindicativa da Madeira" junto da República e demonstra que o Governo Regional "colocou interesses partidários acima da defesa dos cidadãos madeirenses".