Cartaxo activa Plano Municipal de Emergência
A Câmara Municipal do Cartaxo ativou hoje o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, após uma interrupção generalizada do fornecimento de energia elétrica provocada pelos efeitos da depressão Kristin, anunciou o município.
Em comunicado, a autarquia refere que a decisão foi tomada pelo presidente da Câmara, João Heitor, na sequência de uma reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil, realizada durante a manhã.
A ativação do plano entrou em vigor às 13:00 e tem como objetivo "assegurar uma resposta coordenada, célere e eficaz", através da mobilização de meios destinados à proteção de pessoas e bens, à mitigação de riscos e à reposição da normalidade, segundo a mesma nota.
Como medida operacional imediata, o Estádio Municipal do Cartaxo foi convertido em espaço de apoio à população afetada, disponibilizando infraestruturas para higiene pessoal, pontos de carregamento de telemóveis e outros equipamentos, bem como apoio a outras necessidades essenciais avaliadas no local.
O recinto estará aberto hoje até às 22:00 e, nos próximos dias, entre as 08:00 e as 22:00, com acesso gratuito enquanto o plano se mantiver ativo.
Na quinta-feira, o município publicou uma nota a informar que 27% do concelho se encontrava ainda sem energia elétrica, "o que corresponde a 3.976 instalações".
Devido à falta de energia em algumas instalações da Cartagua (distribuidora de água no Cartaxo), o concelho registou constrangimentos no fornecimento de água, nomeadamente nas freguesias de Cartaxo/Vale da Pinta, Ereira/Lapa e Pontével.
A Câmara Municipal do Cartaxo indica ainda que continuará a acompanhar a evolução da situação e a divulgar informação atualizada pelos meios considerados adequados.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.