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Seguro avisa que "culpa não pode morrer solteira" após ser reposta normalidade

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O candidato presidencial António José Seguro considerou hoje que o momento é de "acudir às pessoas" afetadas pela tempestade Kristin, mas que a "culpa não pode morrer solteira" e, reposta a normalidade, "é preciso ter uma conversa séria".

"Foi uma catástrofe. E, portanto, aquilo que eu considero importante neste momento não é discutir quem é que tem culpas. Neste momento o que é preciso é acudir às pessoas, aos empresários e repor o mais rapidamente possível a normalidade. Agora, a culpa não pode morrer solteira", respondeu aos jornalistas Seguro após uma visita à Simoldes, Oliveira de Azeméis, distrito de Aveiro, usando a mesma expressão do ex-ministro socialista Jorge Coelho quando caiu a ponte de Entre-os-Rios em 2001.

Para o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais, este é o momento de dar resposta às pessoas afetadas e só depois deve haver um tempo "para apurar responsabilidades".

"Passada esta situação, o país tem de ter uma conversa séria sobre a forma como pode e deve reagir a estas situações que já não são novas. Também acontecem nos incêndios", defendeu.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.