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Cotrim Figueiredo considera que o Estado se demitiu da sua função social

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O candidato à Presidência da República João Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, defendeu hoje que o Estado está a falhar e a demitir-se da sua função social.

"O que parece estar a passar-se é o Estado demitir-se da sua função social, delegá-la a instituições particulares de solidariedade social ou mesmo a instituições privadas de outro tipo e, depois, não compartilhar no esforço que estas fazem", afirmou Cotrim Figueiredo no final de uma visita ao lar da Santa Casa da Misericórdia de Loulé, no distrito de Faro.

A um dia do arranque oficial da campanha para as eleições presidenciais, agendadas para 18 de janeiro, o eurodeputado referiu que, ano após ano, a atualização das comparticipações é deficiente e a níveis muito inferiores à subida dos custos que as instituições enfrentam, o que tem vindo a piorar o problema.

"E, nesse aspeto, instituições como esta e outras que tenho visitado desempenham um papel crucial e confesso que me custa ouvir em cada sítio onde vou que estas se sentem pouco estimulados pelo Estado a continuar a prestar este serviço, porque apenas uma pequena percentagem dos custos efetivos são compartilhados pela Segurança Social", assinalou.

Cotrim Figueiredo considerou que o país trata mal a área social porque não programa, nem planeia o tipo de necessidades.

Em sua opinião, a maior parte destes problemas são perspetiváveis, sendo evidente que este tipo de apoio vai ter de ser reforçado ano após ano.

"Um Estado que não se prepara para dar esse apoio é um Estado que está a falhar na sua função social", insistiu.

Cotrim Figueiredo disse que é preciso chamar à atenção para o problema, fazer com que ele não saia da agenda e dizer que o que se está a passar na área social é inaceitável.

Depois de nos últimos dois dias ter visitado dois lares, um na sexta-feira em Beja e hoje este em Loulé, o candidato garantiu que irá continuar a alertar para esta questão, mas com "um megafone maior que a Presidência da República dá".

"Isto afeta muitos milhares de portugueses e é um problema silencioso e alguém tem que lhes dar a voz e, é isso, que eu, enquanto candidato já estou a fazer e que, enquanto Presidente da República, farei ainda mais", concluiu.

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.