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Eleições Presidenciais País

Seguro defende necessidade da sua eleição para equilíbrio e combater extremismos

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O candidato António José Seguro considerou hoje que a sua eleição para Presidente da República é necessária para equilibrar o país politicamente e combater extremismos, frisando que "não há uma segunda oportunidade para pôr o Seguro na segunda volta".

"Porque é que é necessária a eleição de uma pessoa com as minhas características, com a minha sensibilidade e as minhas convicções? Porque o país, do ponto de vista político, está desequilibrado", disse hoje o candidato presidencial apoiado pelo PS num almoço com mais 400 apoiantes na Guarda, segundo fonte da candidatura.

António José Seguro lembrou, referindo-se à direita, que "há um campo político que, hoje, por escolha dos portugueses, tem a maioria nas juntas de freguesia, nas câmaras municipais, governa os Açores e a Madeira, governa a República, e dispõe de dois terços no parlamento para poder fazer uma revisão da Constituição".

"Este desequilíbrio, do meu ponto de vista, não pode ser ainda mais acentuado com a eleição de um candidato do campo político da direita, os outros três ou quatro candidatos que podem passar à segunda volta", disse, referindo-se a Luís Marques Mendes, Henrique Gouveia e Melo, André Ventura e João Cotrim Figueiredo.

Frisando que não se refere ao PSD, "porque é um partido democrata", Seguro disse que "há uma nova situação em Portugal, de extremismo, protagonizada por um partido novo", referindo-se ao Chega, sem o nomear.

"A única coisa que quer é dividir-nos, pôr-nos uns contra os outros e dar cabo da nossa democracia. E é contra isso que nós estamos aqui para vencer essa eleição", vincou.

Mais à frente, assinalou que "no dia 18 de janeiro só há dois lugares disponíveis para passar à segunda volta", e "por isso não há uma segunda oportunidade para pôr o Seguro na segunda volta".

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.  

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

A campanha eleitoral decorre de 04 a 16 de janeiro.