DNOTICIAS.PT
Eleições Presidenciais País

António Filipe condena ataque à Venezuela e "sequestro" de Maduro

None
Foto Lusa

O candidato à Presidência da República António Filipe condenou hoje com "toda a veemência" a "brutal violação" do direito internacional que foi o ataque à Venezuela pelos EUA e "o sequestro" do presidente Nicolas Maduro.

"Eu quero condenar com toda a veemência esta brutal violação do direito internacional que é o ataque à Venezuela, à soberania e ao povo da Venezuela e o sequestro do seu presidente e da sua esposa", afirmou António Filipe, à entrada de um almoço com apoiantes na Amadora, distrito de Lisboa.

O candidato presidencial apoiado pelo PCP e pelo PEV reagia assim à intervenção militar realizada hoje pelos Estados Unidos da América (EUA) na Venezuela.

PCP condena ataque dos EUA e captura de Maduro e da sua mulher

O PCP condenou hoje o ataque norte-americano à Venezuela e o que qualificou de sequestro do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua mulher, ações que considera constituírem uma "gravíssima violação do direito internacional".

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou mesmo um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.

"E, portanto, eu creio que há uma obrigação de quem tenha um mínimo de respeito pelo direito internacional e pela soberania dos povos de condenar sem quaisquer equívocos esta brutal violação do direito internacional e exigir que a legalidade internacional seja reposta", realçou António Filipe.

O candidato lembrou ainda que a Venezuela é um país que tem uma comunidade portuguesa com centenas de milhares de cidadãos, pelo que defendeu que "as autoridades portuguesas têm de fazer tudo para garantir a segurança e a tranquilidade desta comunidade e, no plano internacional em todas as instâncias em que participem, condenar sem reservas esta violação de direito internacional e exigir, clara e urgentemente, a reposição da legalidade internacional".

O ex-deputado comunista reforçou que a intervenção militar americana é uma "grosseiríssima violação de direito internacional" e "é absolutamente inaceitável".

"Porque aqui, obviamente, o que está em causa é a apropriação, por parte dos Estados Unidos, dos recursos designadamente petrolíferos da Venezuela. Independentemente de quaisquer outros pretextos que a administração Trump possa inventar, é exatamente isso que está em causa, deitar a mão aos recursos prolíferos e minerais da Venezuela, que como se sabe são riquíssimos. Aliás, Donald Trump não faz segredo relativamente ao seu desejo de se apropriar desses recursos", sustentou.

A procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, indicou que Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, alegadamente retirados à força da Venezuela e detidos por forças norte-americanas, "enfrentarão em breve a Justiça americana em solo americano e em tribunais americanos".