PCP condena ataque dos EUA e captura de Maduro e da sua mulher
O PCP condenou hoje o ataque norte-americano à Venezuela e o que qualificou de sequestro do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua mulher, ações que considera constituírem uma "gravíssima violação do direito internacional".
"O PCP condena veementemente a agressão militar contra a República Bolivariana da Venezuela e o sequestro do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa por parte dos Estados Unidos (EUA)", afirmou o Partido Comunista Português em comunicado.
Os comunistas portugueses instam também ao "fim da agressão militar e à imediata libertação do Presidente da Venezuela e demais cidadãos venezuelanos pelos Estados Unidos".
O PCP sublinhou que o Governo português deve "condenar de forma clara a agressão militar" dos Estados Unidos que "atenta contra a soberania da República Bolivariana da Venezuela, os direitos do povo venezuelano, incluindo da comunidade portuguesa" no país.
Para os comunistas, a agressão norte-americana "visa impor o domínio sobre a Venezuela e o saque dos seus imensos recursos, nomeadamente do petróleo".
"O ataque representa simultaneamente uma ameaça à soberania e aos direitos dos outros povos da América Latina e Caraíbas e de todo o mundo, como mostram os bombardeamentos dos EUA a países do Médio Oriente e de África", adiantou o comunicado.
O PCP apelou ainda "à expressão da solidariedade com a Venezuela bolivariana" e com "a luta do povo venezuelano em defesa da paz e do direito a determinar soberanamente o seu próprio caminho".
O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) condena veementemente a agressão militar norte-americana nesta madrugada contra a República Bolivariana da Venezuela e o rapto do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, Cília Flores, num comunicado igualmente divulgado hoje.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.
O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.
É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolas Maduro.
A procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, indicou que Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, alegadamente retirados à força da Venezuela e detidos por forças norte-americanas, "enfrentarão em breve a Justiça americana em solo americano e em tribunais americanos".
Maduro tinha sido acusado formalmente por "narco-terrorismo" em 2020 num processo movido num tribunal de Nova Iorque, mas até agora desconhecia-se que a sua mulher também estava acusada.
Nessa acusação, o Departamento de Justiça norte-americano alegava que Maduro tinha convertido a Venezuela num Estado criminoso ao serviço de traficantes de droga e grupos terroristas que tinham alegadamente roubado milhares de milhões de dólares do país.
Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 55 milhões de dólares por informações que levassem à captura de Maduro e de quatro outros responsáveis do regime.
Os procuradores do tribunal de Nova Iorque acusaram Maduro e o seu 'número dois', Diosdado Cabelo, de conspirarem com rebeldes colombianos e militares para "inundar os Estados Unidos com cocaína" e usar o tráfico como "arma contra a América".