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PM espanhol apela à responsabilidade após ataques dos EUA

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O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, apelou hoje à "desescalada e à responsabilidade", bem como ao respeito pelo Direito Internacional, após ataques norte-americanos na Venezuela e a captura do líder, Nicolás Maduro.

"Apelamos à desescalada e à responsabilidade. O Direito Internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas devem ser respeitados", disse o líder socialista, numa mensagem na rede social X.

As autoridades espanholas estão "a acompanhar de perto os acontecimentos na Venezuela", referiu, adiantando que a embaixada em Caracas e consulados "estão operacionais".

Na mesma publicação, Sánchez remete para o comunicado divulgado antes pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol, que anunciou a disponibilidade de Madrid para mediar a crise entre Caracas e Washington e procurar "uma solução pacífica e negociada para a crise atual".

Entretanto, a Internacional Socialista, organismo internacional que reúne mais de 100 partidos socialistas, social-democratas e trabalhistas, incluindo o PS português, também fez um "firme apelo à desescalada, à moderação e ao estrito respeito do Direito Internacional e dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas".

Num comunicado, a organização, atualmente presidida por Sánchez, sublinhou que a "única saída sustentável para a crise venezuelana reside numa solução democrática negociada e pacífica baseada na vontade do povo venezuelano e no pleno respeito dos direitos humanos".

A Internacional Socialista advertiu que o desrespeito pelo Direito Internacional e pelos princípios da Carta das Nações Unidas "pode criar um precedente perigoso para a segurança global e regional".

Recordou ainda que a "grande maioria" da comunidade Internacional não reconheceu os resultados das eleições presidenciais celebradas em julho de 2024, em que o regime venezuelano atribuiu um terceiro mandato a Nicolás Maduro, apesar de a oposição reclamar vitória, com base nas atas eleitorais.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.

O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, afirmou na manhã de hoje que desconhecia o paradeiro de Maduro, e exigiu uma "prova de vida" aos Estados Unidos.