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Venezuela denuncia “agressão militar” e convoca "povo às ruas"

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O Governo da Venezuela apelou à mobilização popular, convocando o povo às ruas em resposta ao que classifica como uma agressão imperial contra o país. Num comunicado oficial, o Executivo bolivariano invoca a resistência histórica da Venezuela para justificar o apelo à mobilização em defesa da soberania nacional.

“Desde 1811, a Venezuela enfrentou e venceu impérios”, refere o texto, recordando igualmente os bombardeamentos de 1902 por potências estrangeiras e citando o então Presidente Cipriano Castro, que denunciou a profanação do “solo sagrado da pátria”. O Governo sublinha que, inspirados na moral de Bolívar, Miranda e dos libertadores, os venezuelanos voltam a ser chamados a defender a independência do país. O comunicado termina com uma convocatória directa: “Povo às ruas”.

O Executivo bolivariano apela ainda a todas as forças sociais e políticas para activarem planos de mobilização e repudiar o ataque, garantindo que a população e a Força Armada Nacional Bolivariana se encontram mobilizadas, numa articulação que descreve como uma fusão popular-militar-policial, com o objectivo de garantir a soberania e a paz.

Em paralelo, a diplomacia venezuelana anunciou que irá apresentar denúncias junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas, do secretário-geral da ONU, da CELAC e do Movimento dos Não-Alinhados, exigindo a condenação e responsabilização do Governo dos Estados Unidos.

O apelo marca uma escalada no discurso oficial venezuelano, num contexto de forte tensão política e de grande incerteza internacional.