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Câmara pede ao Governo que decrete estado de calamidade na Nazaré

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Foto CARLOS BARROSO/LUSA

O município da Nazaré vai pedir ao Governo que seja decretado o estado de calamidade no concelho, na sequência dos elevados prejuízos provocados pela passagem da depressão Kristin na madrugada de hoje.

Segundo a Câmara Municipal da Nazaré, no distrito de Leiria, as ocorrências registadas "causaram danos significativos em equipamentos públicos e em propriedade privada, afetando infraestruturas essenciais, espaços públicos, habitações, atividades económicas e o normal funcionamento da vida comunitária".

Em comunicado, a autarquia salienta que "a dimensão e gravidade dos estragos ultrapassam claramente a capacidade de resposta normal do município, configurando, como tal, uma situação excecional com forte impacto social e económico".

Perante este cenário, a Câmara considera "indispensável a ativação de mecanismos extraordinários de apoio, que permitam mobilizar meios adicionais", acelerar procedimentos administrativos e garantir os recursos necessários à reposição da normalidade e à recuperação dos prejuízos causados pelo mau tempo.

Na nota, a Câmara adianta também que estão no terreno "todos os serviços municipais e agentes de proteção civil, assegurando a resposta à emergência e a salvaguarda de pessoas e bens".

Em paralelo, está a ser feito "o levantamento exaustivo dos danos, em articulação com as entidades competentes, com vista à elaboração de um relatório técnico detalhado" que fundamente os pedidos de apoio a nível nacional.

No comunicado, o município apela ainda à colaboração da população, sublinhando que as operações de limpeza e restabelecimento da normalidade "poderão prolongar-se por vários dias e exigem um esforço coletivo, sempre dentro das condições de segurança definidas pelas autoridades".

A Câmara assegura igualmente que continuará a informar a população "de forma regular e transparente, mantendo como prioridade absoluta a segurança das pessoas, a proteção dos bens e a rápida recuperação do concelho".

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.