Serviço Municipal de Protecção Civil registou 416 ocorrências em Lisboa
O Centro de Coordenação Operacional Municipal registou hoje 416 ocorrências em Lisboa devido à depressão Kristin, a maioria de quedas de árvores e de estruturas, mas sem registo de danos pessoais, anunciou fonte oficial.
Segundo o vereador Rodrigo Mello Gonçalves (IL), responsável pelo Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Lisboa, o centro de coordenação operacional registou 416 ocorrências, das quais 310 já se encontravam resolvidas pelas 15:00, resultantes principalmente de "quedas de árvores e quedas de estruturas".
As freguesias mais afetadas foram Avenidas Novas, Lumiar e Benfica, e durante a manhã "alguns semáforos não estiveram a funcionar" na cidade de Lisboa, avançou o autarca, na reunião do executivo, acrescentando que, "no pico" da passagem da depressão Kristin foi registada pelas 04:00 "uma rajada" de vento de 110 quilómetros/hora.
Mello Gonçalves salientou que "felizmente não há ocorrências muito graves em Lisboa" e "não há vítimas" em consequência das mais de quatro centenas de situações provocadas pelo mau tempo.
O presidente da câmara, Carlos Moedas (PSD), antes da ordem do dia da reunião pública do executivo, apresentou o novo diretor do SMPC, André Fernandes, e referiu que, enquanto presidente do conselho da Área Metropolitana de Lisboa, ofereceu aos municípios vizinhos "a ajuda" dos serviços municipais lisboetas e lamentou as vítimas mortais da depressão, entre as quais uma na AML, em Vila Franca de Xira.
O vereador da Mobilidade, Gonçalo Reis (PSD), explicou que se registaram avarias em 160 semáforos da cidade, mas em articulação com a E-Redes foram sendo repostos em funcionamento, restando só 28 numa primeira fase sem funcionar, depois 11 e, à tarde, só três estavam por repor.
O vereador Sérgio Cintra (PS) também saudou "o esforço" dos funcionários municipais no trabalho de prevenção para a passagem da depressão, saudação também manifestada pela vereadora Carolina Serrão (BE).
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.