CHEGA exige divulgação da nacionalidade e naturalidade de criminosos
O grupo parlamentar do CHEGA na Assembleia da República deu entrada de um projecto que exige ao governo da República a divulgação da nacionalidade e naturalidade dos indivíduos denunciados e condenados pela prática de crimes, defendendo que só com informação completa é possível ter políticas de segurança sérias, responsáveis e eficazes.
A iniciativa surge num contexto em que o partido acusa o governo e a comunicação social de ocultarem dados essenciais sobre criminalidade, contribuindo para uma percepção artificial da realidade e impedindo um debate público honesto.
Para o deputado Francisco Gomes, esta ocultação não é inocente. Trata-se, segundo afirma, de uma estratégia deliberada para evitar que os números revelem correlações que o governo prefere esconder, especialmente face ao forte aumento da imigração e de crescimento da criminalidade violenta e organizada em várias zonas do país.
“Os portugueses estão a ser enganados. O governo apresenta relatórios amputados, esconde dados essenciais e constrói uma narrativa falsa de segurança para não assumir o falhanço total da sua política de imigração e a evidência de que andamos a importar bandidos e criminosos”, afirma o deputado.
O parlamentar sublinha que o projecto do CHEGA respeita o enquadramento legal europeu, uma vez que os dados são anonimizados e usados exclusivamente para fins estatísticos e de definição de políticas públicas, como já acontece noutros países.
“Não se combate o crime com propaganda nem com silêncio cúmplice. Sem dados completos não há política criminal séria, há apenas fingimento e manipulação, que é o que temos em Portugal, com o conluio da comunicação social”, acrescenta.
Para Francisco Gomes, a proposta do CHEGA é mais um passo na exigência de que o Estado preste contas aos cidadãos e deixe de governar com base em relatórios incompletos e decisões politicamente condicionadas.
“Ou o governo governa para os portugueses, com base na realidade, ou continuará a esconder números para proteger uma política falhada. O CHEGA não pactua com mentiras nem com omissões”, conclui.