Élvio Sousa afirma que "o hospital é do povo e dos madeirenses"
Élvio Sousa reagiu, esta manhã, ao anúncio feito pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, na passada sexta-feira, sobre a intenção de venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça, propriedade da Região. O líder do JPP afirmou que "o Hospital não é propriedade de Albuquerque, do PSD ou do CDS (que anda caladinho e acantonado à sombra do poder). O Hospital é do povo e dos madeirenses".
Segundo Élvio Sousa, “para quem se opôs, de forma clara, à venda desse edifício nas negociações com o governo de António Costa, no âmbito do financiamento do novo hospital, é estranho que, agora, tenha mudado subitamente de opinião”. O líder do JPP questiona ainda: “que interesses e que negociatas estão na base dessa súbita mudança de opinião?”
Para o dirigente político, particularmente graves são os argumentos apresentados pelo presidente do Governo Regional para justificar a alienação do edifício. “Mais estapafúrdios são os argumentos que o próprio presidente do Governo justificou: «não se pode instalar um lar num edifício que não foi concebido para esse fim, isso implica custos excessivos e disfuncionalidades»”, citou Élvio Sousa.
"Desde quando o PSD se preocupa com os custos, quando esbanja 23 milhões de euros dos contribuintes em campos de golfe para, depois, concessioná-los aos privados a preço de saldo?", questiona o JPP, afirmando que "tudo isto cheira a esturro".
Élvio Sousa sublinhou que, “com tantas prioridades sociais, habitação e saúde para resolver, temos um líder do Governo enfarinhado em negócios subterrâneos”, acrescentando que “não admira que a PJ tenha preparado uma equipa especial para investigar os casos de corrupção na Madeira”.
O líder do JPP defende que o futuro do edifício deve servir os interesses públicos da Região, afirmando que “aquele espaço pertencente aos madeirenses deve, sim, ser adaptado para as necessidades prementes da Região, ou seja, para uma valência de cuidados continuados, lar e de utilidade inter-geracional”.
O secretário-geral do JPP aproveitou ainda para recordar “uma situação de desrespeito para com os profissionais de saúde daquele hospital”, afirmando que “Albuquerque, como responsável político, tem de garantir rapidamente o pagamento em falta pelo trabalho efetuado pelos médicos, enfermeiros e auxiliares de ação médica, e que está em dívida há três anos”. Sobre este caso, Élvio Sousa foi perentório: “Um sem vergonha”.
Relativamente à forma de contrariar a decisão anunciada, o líder do JPP considera que “essa decisão não vai ser contrariada com debates e resoluções na Assembleia”, defendendo que “essa decisão irresponsável só pode ser revertida com uma ação judicial, para a qual precisaremos de todo o apoio cívico e popular”.
Por fim, Élvio Sousa alerta que “não podemos tolerar estas alegadas jogadas com o património da Região” e conclui: “Não podemos permitir a transferência, a pataco, de património da Região para amigos do PSD/CDS”.