Trump assina carta de criação do "Conselho de Paz"
O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou hoje a carta de criação dum Conselho da Paz em Davos, na Suíça, momentos depois de ter garantido que o organismo iria trabalhar "em coordenação" com as Nações Unidas.
"A carta está agora em vigor e o Conselho da Paz é agora uma organização internacional oficial", anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, na cerimónia, que contou com a presença de vários líderes que aceitaram o convite de Washington para participar no Conselho.
Pelo menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo convidados concordaram em participar no Conselho de Paz, disse a Casa Branca na terça-feira, mas Donald Trump convidou hoje todos os países a aderir à organização.
O líder norte-americano reafirmou que o Conselho da Paz vai começar por se focar em Gaza, mas depois terá uma atuação global.
"Penso que podemos expandir para outras áreas, pois, à medida que tivermos sucesso em Gaza -- e teremos muito sucesso em Gaza -, podemos fazer inúmeras outras coisas. Uma vez que este conselho esteja completamente formado, podemos fazer praticamente o que quisermos", afirmou Trump.
Apesar de ter prometido trabalhar "em conjunto com as Nações Unidas", Trump criticou a ONU por "não ter feito o suficiente" historicamente.
"Penso que a combinação do Conselho da Paz com o tipo de pessoas que temos aqui pode ser algo muito, muito singular para o mundo", referiu, acrescentando querer "trabalhar com muitas nações, incluindo as Nações Unidas".
Trump tem sido muito crítico da ONU e retirou os EUA de várias organizações internacionais, tendo expressado recentemente a ambição de que o novo conselho internacional possa replicar, se não competir com a ONU, como um mediador internacional.
Apesar da ambição global, o logótipo do Conselho da Paz retrata apenas a América do Norte e partes da América do Sul.
Muitos dos aliados dos EUA na Europa rejeitaram participar no conselho, como França, Noruega, Eslovénia e Suécia, e muitos outros ainda não responderam ao convite, como Portugal, Reino Unido, Alemanha e a Comissão Europeia.
Da UE, apenas a Hungria participa na criação da organização, bem como Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Egito, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Marrocos, Paquistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Uzbequistão e Vietname, entre outros.