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Líderes da UE tentam hoje enviar sinal de unidade face a ameaças dos EUA

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Foto Shutterstock

Os líderes da União Europeia reúnem-se hoje numa cimeira extraordinária em Bruxelas para discutir as relações transatlânticas após ameaças dos Estados Unidos, entretanto retiradas, de impor tarifas a países que se opõem às intenções norte-americanas sobre a Gronelândia.

No encontro de alto nível que arranca pelas 19:00 locais (18:00 em Lisboa), os chefes de Governo e de Estado dos 27 do bloco europeu -- incluindo o português, Luís Montenegro -- vão tentar enviar um sinal político forte de unidade, sublinhando que a soberania territorial e a lei internacional são princípios fundamentais da política externa da UE, face às intimidações sobre a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca.

No passado fim de semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou tarifas (de 10% em fevereiro e de 25% em junho) sobre oito países europeus, entre os quais seis Estados-membros da UE (Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia) e dois outros (Noruega e Reino Unido).

Porém, já esta quarta-feira à noite, Trump recuou, ao anunciar um acordo com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, sobre a Gronelândia, e a suspender a ameaça de tarifas.

Ainda assim, será realizada na capital belga a cimeira extraordinária convocada pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, para debater as tensões transatlânticas.

Aquando da marcação do encontro de alto nível, o antigo primeiro-ministro português salientou a unidade entre os chefes de Governo e de Estado da União no apoio à Dinamarca e à Gronelândia e a "disponibilidade para defesa contra qualquer forma de coação".

A UE tem vindo a afirmar que, caso os avisos norte-americanos se concretizem, tem todos os instrumentos sobre a mesa.

Em concreto, os os países da UE podem avançar com tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos no valor de cerca de 93 mil milhões de euros (direitos aduaneiros sobre a importação de produtos norte-americanos como whisky e manteiga de amendoim que estão suspensos até fevereiro) ou com a utilização do novo instrumento anti-coerção do bloco comunitário, já apelidado de 'bazuca' comercial com limites às trocas comerciais ou aos investimentos.

No verão passado, as tensões comerciais entre Bruxelas e Washington foram sanadas através de um acordo comercial para direitos aduaneiros de 15% por parte dos Estados Unidos.

A UE poderia, também, limitar este acordo, que prevê avultados investimentos europeus na energia norte-americana, mas os efeitos nunca seriam imediatos, dando tempo para mediação diplomática.

É precisamente na via diplomática que o bloco comunitário está a apostar, tendo os líderes das instituições da UE vindo a apelar a um diálogo construtivo com os Estados Unidos e à cooperação entre ambos os parceiros transatlânticos em questões como a segurança do Ártico.

Donald Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca e membro da NATO, que possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, além de uma localização estratégica.

Hoje, também é notícia:

CULTURA

A exposição "Auto dos Anfitriões: Obras da Coleção da Fundação Leal Rios na Coleção de Serralves", a inaugurar hoje, no Porto, inclui peças nunca mostradas em público, desde a sua aquisição, de alguns dos principais artistas contemporâneos, portugueses e estrangeiros.

Ângela Ferreira, Anthony McCall, Becky Beasley, Fernando Calhau, Francisco Tropa, Inês Botelho, João Louro, Jonathan Monk, José Escada, Lawrence Weiner, Mauro Restiffe, Rui Sanches, Rui Toscano, Susana Mendes Silva fazem parte das dezenas de artistas representados nessa coleção reunida pelos irmãos Manuel e Miguel Leal Rios, desde 2003, que foi parcialmente depositada em Serralves em 2021.

A exposição tem curadoria de Ricardo Nicolau, coordenação de Isabel Braga e pode ser vista até 28 de junho no Museu de Serralves.

DESPORTO

O FC Porto, com o Plzen, e o Sporting de Braga, com o Nottingham Forest, entram hoje em campo na Liga Europa de futebol com o objetivo de reforçarem os respetivos lugares de apuramento direto na competição.

O nível de dificuldade é, teoricamente, diferente para 'dragões' e 'arsenalistas', com o FC Porto a ser absoluto favorito na visita aos checos do Viktoria Plzen (14.º) e o Sporting de Braga a poder ter mais dificuldades em casa com os ingleses do Forest (11.º).

O jogo em Plzen, na República Checa, tem início às 17:45 (horas de Lisboa), com o FC Porto, oitavo classificado na fase de liga e líder da I Liga, a poder chegar ao 10.º triunfo consecutivo entre todas as competições.

A receção do Sporting de Braga, sétimo classificado e igualmente no top-8 que apura diretamente para os oitavos de final, ao Nottingham Forest tem início às 20:00, num dia em que se cumpre a sétima e penúltima ronda da competição.

Para as equipas lusas existe a meta de reforçarem ou melhorarem os lugares atuais, mas a jornada, em caso de empate de ambos, também pode determinar que garantam, no mínimo, uma presença no play-off -- para as equipas entre os nono e 24.º lugares.

FC Porto e Sporting de Braga tentam reforçar-se na zona de apuramento directo

O FC Porto, com o Plzen, e o Sporting de Braga, com o Nottingham Forest, entram hoje em campo na Liga Europa de futebol com o objetivo de reforçarem os respetivos lugares de apuramento direto na competição.

Portugal defronta a Alemanha no arranque do Grupo I da Ronda Principal do Europeu de andebol de 2026, num encontro entre duas seleções que venceram os respetivos grupos e iniciam a próxima fase com dois pontos.

Os lusos, vencedores do Grupo B da fase preliminar, com cinco pontos, à frente da tetracampeã mundial em título Dinamarca, segunda, com quatro, começam por enfrentar a campeã de 2004 e 2016, que deverá contar com um forte apoio nas bancadas da Jysk Bank Boxen, situada na cidade dinamarquesa de Herning, a partir das 14:30 (horas em Lisboa).

Para tentar superiorizar-se aos teutónicos, que contam com pesos pesados como o central Juri Knorr, o ponta 'canhoto' Lukas Zerbe ou o guarda-redes redes Andreas Wolff, Portugal precisa das performances de alto nível dos irmãos Martim e Francisco Costa, à imagem do que aconteceu no triunfo com os dinamarqueses, em que cada um assinou nove golos.

Ausente do encontro com os germânicos vai estar o pivô Victor Iturriza, expulso contra a Dinamarca, após uma "ação extremamente imprudente e perigosa", de acordo com a Comissão Disciplinar da Federação Europeia de Andebol (EHF), que puniu o jogador do Kuwait SC com um jogo de castigo.

Após o embate com a Alemanha, os 'heróis do mar' medem forças com a França, no sábado, a Noruega, na segunda-feira, e a Espanha, no dia 28, com todos os jogos a iniciarem às 14:30 (horas em Lisboa), sendo que precisam de terminar entre os dois primeiros lugares da 'main round' para atingir as meias-finais.

ECONOMIA

A PRO.VAR -- Associação Nacional de Restaurantes apresenta ao Ministério das Finanças cinco "propostas estruturais" para garantir a viabilidade e proteger o emprego no setor, garantindo simultaneamente receita fiscal ao Estado.

A associação considerou positivas as medidas anunciadas, na quarta-feira, pelo ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, para aliviar a pressão financeira das empresas do setor turístico, incluindo a restauração -- o apoio no pagamento de dívida à banca e o alargamento dos prazos de devolução do dinheiro ao Turismo de Portugal.

No entanto, a PRO.VAR alerta que aquelas medidas "não resolvem os problemas estruturais" e pretende hoje "expor a situação do setor e a necessidade de avançar para medidas estruturais, duradouras e geradoras de equidade fiscal".

Neste sentido, irá apresentar ao executivo cinco "propostas estruturais" que visam "garantir a viabilidade económica da restauração, proteger o emprego e reforçar a sustentabilidade da receita fiscal do Estado", uma das quais, considerada "central", é a descida do IVA da restauração de 13% para 6% nas comidas, para "retirar o setor do modo de sobrevivência, pagar melhor aos trabalhadores e estabilizar preços para o consumidor".

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A agência Lusa apresenta hoje, em Lisboa, o seu Anuário 2025, um álbum em português e inglês, com mais de 230 fotos que recorda os grandes acontecimentos do ano.

O livro conta a história de 2025 em 167 páginas, 239 fotografias e uma dúzia de textos, um por cada mês: dos grandes incêndios do Verão em Coimbra, Guarda e Castelo Branco, ao apagão que deixou a Península Ibérica sem luz durante 12 horas, do acidente do elevador da Glória, em Lisboa, às demolições de casas no Bairro de Talude às legislativas que deram de novo a vitória à direita ou ainda as eleições presidenciais e a crise com a imigração.

No resto do mundo, o destaca-se a guerra na Faixa de Gaza, as manifestações em Angola ou os tumultos em Moçambique, vistos pelos repórteres fotográficos da Lusa.

No plano desportivo, é a vitória de Portugal na Liga das Nações que merece realce, a que se juntam fotos que marcaram o ano artístico e uma cronologia, bilingue, dos principais acontecimentos do ano.

O Anuário tem ligações a conteúdos digitais, como a cronologia e o vídeo do ano de 2025, que podem ser lidos e vistos através de QR Codes.