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Oito países muçulmanos aceitam integrar Conselho da Paz proposto por Trump

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Foto EPA

A Arábia Saudita e outros sete países de maioria muçulmana, incluindo o Qatar e a Turquia, aceitaram hoje o convite do Presidente norte-americano, Donald Trump, para integrarem o Conselho da Paz.

Após o anúncio de Trump da criação de um organismo destinado a trabalhar na resolução de conflitos em todo o mundo, a diplomacia de Riade informou hoje que a decisão de integrar esta nova entidade foi tomada conjuntamente pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Qatar, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Indonésia e Paquistão, que elogiaram os "esforços pela paz" promovidos pelo líder norte-americano.

Trump presidirá, na quinta-feira em Davos (Suíça), onde decorre esta semana o Fórum Económico Mundial, à cerimónia de criação do Conselho da Paz, um novo organismo internacional promovido pelo político republicano com o objetivo de pôr fim aos conflitos armados.

A Casa Branca tinha anunciado inicialmente a criação do Conselho da Paz como parte do plano dos Estados Unidos para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza e supervisionar a reconstrução do território palestiniano.

Segundo a minuta do documento fundador do organismo, citado nos últimos dias por vários 'media' internacionais, o seu mandato será mais amplo, visando atuar como uma plataforma global de mediação e resolução de conflitos, num modelo que poderá funcionar como alternativa às Nações Unidas.

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou também hoje que Israel aceitou integrar o novo organismo.

No entanto, Netanyahu opôs-se à participação do ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, e do diplomata do Qatar, Ali Al-Thawadi, no Comité Executivo para Gaza, que deverá funcionar sob os auspícios do Conselho da Paz.

O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, e o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, já tinham anunciado anteriormente a sua adesão ao novo organismo proposto por Washington.

O Governo português informou na terça-feira que está a analisar o convite dos Estados Unidos para integrar o Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a reconhecer "algumas dúvidas" na configuração deste organismo.

Durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Paulo Rangel, afirmou que Portugal recebeu, no passado dia 16, o convite da administração de Donald Trump.

A Santa Sé também foi convidada a integrar o Conselho da Paz proposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e o Papa Leão XIV está a analisar a proposta, revelou hoje o secretário de Estado do Vaticano.

Segue-se um levantamento da agência norte-americana Associated Press (AP) sobre quais os países que estão a aderir, quais não estão e quais ainda não se decidiram.

Países que aceitaram participar no Conselho da Paz:

--- Argentina

--- Arménia

--- Azerbaijão

--- Bahrein

--- Bielorrússia

--- Egito

--- Hungria

--- Indonésia

--- Jordânia

--- Cazaquistão

--- Kosovo

--- Marrocos

--- Paquistão

--- Qatar

--- Arábia Saudita

--- Turquia

--- Emirados Árabes Unidos

--- Uzbequistão

--- Vietname

Países que não participarão no Conselho, pelo menos por enquanto:

--- França

--- Noruega

--- Eslovénia

--- Suécia

Países que foram convidados, mas ainda não se comprometeram:

--- Reino Unido

--- China

--- Croácia

--- Alemanha

--- Itália

--- Órgão executivo da União Europeia

--- Paraguai

--- Rússia

--- Singapura

--- Ucrânia

- Portugal