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Desporto

Presidente da FIFA condena "cenas deploráveis" da final na CAN2025

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FOTO JALAL MORCHIDI/EPA

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, condenou hoje as "cenas deploráveis" ocorridas durante a final da Taça das Nações Africanas (CAN) de futebol, na qual o Senegal abandonou momentaneamente o relvado, em protesto contra uma decisão do árbitro.

O Senegal venceu no domingo Marrocos por 1-0 (após prolongamento) e conquistou a CAN2025, numa final em que os marroquinos desperdiçaram uma grande penalidade no período de compensação do tempo regulamentar, cuja marcação pelo árbitro congolês Jean-Jacques Ndala motivou a ira da delegação senegalesa.

Parte da comitiva do Senegal chegou mesmo a abandonar o relvado do estádio Príncipe Moulay Abdallah, em Rabat, em protesto com a decisão do árbitro, que, minutos antes, interrompeu uma jogada que resultaria no golo dos 'leões de Teranga'.

"Condenamos firmemente o comportamento (...) de alguns jogadores e membros da equipa técnica do Senegal. É inaceitável abandonar o terreno de jogo daquela maneira e a violência não será tolerada no nosso desporto", disse o presidente da FIFA, em comunicado.

Pape Gueye marcou o golo que garantiu o triunfo do Senegal, aos 94 minutos, depois de Brahim Díaz, melhor marcador do torneio, com cinco golos, ter desperdiçado um penálti no último lance do tempo regulamentar, após mais de 15 minutos de interrupção, devido ao protesto dos senegaleses.

"As cenas deploráveis que testemunhámos ontem [domingo] devem ser condenadas, para que não voltem a repetir-se", advertiu o Infantino, que apelou às instâncias disciplinares da Confederação Africana de Futebol para "tomarem as medidas apropriadas" à gravidade dos factos.

O triunfo do Senegal na final frente à seleção anfitriã apenas tem paralelo em três das 35 edições da Taça das Nações Africanas, duas delas protagonizadas pelo Gana, na Tunísia, em 1965, e na Líbia, em 1992. Em 2000, os Camarões conquistaram o título diante da Nigéria, que coorganizou o torneio com o Gana.