“Precisamos de um Presidente com bom senso e legitimidade acrescida”
Albuquerque acredita em maior participação do que em 2021, mas admite abstenção ainda elevada
Miguel Albuquerque votou ao início da tarde deste domingo, na Escola da Ajuda, em São Martinho, no âmbito das eleições Presidenciais 2026, manifestando a expectativa de uma maior afluência às urnas em comparação com o acto eleitoral de 2021.
O presidente do Governo Regional e do PSD-M observou sinais de maior participação, embora admita que a abstenção possa continuar elevada. Ainda assim, considera que, se for inferior à de 2021, já será um dado positivo para a democracia.
Sobre o perfil desejado para o próximo Presidente da República, Miguel Albuquerque defendeu a necessidade de uma figura com legitimidade acrescida, bom senso e capacidade para ser um factor de estabilidade política. Alertou para os riscos da polarização, dos radicalismos e dos populismos, que, no seu entender, prejudicam o regime democrático e o progresso do país.
O líder do Executivo madeirense admitiu também que esta eleição poderá conduzir a uma segunda volta, sublinhando que o resultado será determinante para definir o perfil do futuro Chefe de Estado.
No plano institucional, frisou que o Presidente da República deve ser o Presidente de todos os portugueses, tendo em conta a diversidade territorial do País, incluindo as duas regiões autónomas. Defendeu ainda a importância de garantir boas relações institucionais e de cooperação com o Governo Regional e com as restantes instituições, independentemente das opções políticas de cada um.
Albuquerque deu especial ênfase à futura nomeação do representante da República para a Madeira, classificando-a como uma decisão fundamental para a Região. Manifestou a preferência de que seja um madeirense, conhecedor da realidade local, com perfil de diálogo, cooperação e estabilidade, evitando conflitos institucionais motivados por protagonismos pessoais.
A este propósito, comparou a situação com a dos Açores, onde o representante da República não é açoriano, mas existe consenso institucional. Considera, contudo, que, na Madeira, há uma preferência clara por uma personalidade da Região.
Quanto aos critérios de apoio a candidatos presidenciais, Albuquerque afirmou que estes assentam na garantia de conhecimento da realidade da Madeira e na capacidade de tomar decisões relevantes para o futuro regional, nomeadamente no que respeita à escolha do representante da República.
Assegurou, por fim, que estará disponível para manter relações institucionais com qualquer Presidente eleito, mesmo que o candidato por si apoiado não chegue à segunda volta.