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Museu Quinta das Cruzes acolhe exposição itinerante '(In)Fluxo'

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O Museu Quinta das Cruzes abriu ao público, esta terça-feira, 13 de Janeiro, a segunda exposição do ciclo itinerante '(In)Fluxo'. 

O espaço museológico, tutelado pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através da Direção Regional da Cultura, recebeu uma selecção de obras adquiridas no âmbito do programa anual de aquisições destinado ao reforço dos acervos do MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira, referente ao biénio 2024/2025.

Com a duração prevista de dois anos, o projecto integra as comemorações dos 50 anos da Autonomia da Madeira e assinala, igualmente, o décimo aniversário da transferência do Museu de Arte Contemporânea do Funchal para a Calheta e da sua reformulação enquanto MUDAS.Museu.

Iniciado em 2024, o ciclo itinerante passou já pela Calheta e chega agora ao Funchal, no âmbito de uma parceria entre as duas instituições. O percurso expositivo prosseguirá pelo Porto Santo, na Sala de Exposições da Assembleia Municipal, pelo Solar do Aposento, na Ponta Delgada, e pela Casa da Cultura de Santa Cruz, na Quinta do Revoredo, regressando posteriormente ao MUDAS para a conclusão do ciclo.

No Museu Quinta das Cruzes, as obras encontram-se distribuídas ao longo do circuito principal da casa, estabelecendo um diálogo com o acervo permanente do museu. A exposição reúne trabalhos de diversos artistas de referência da história da arte portuguesa, entre os quais Almada Negreiros, Menez, Júlio Pomar, António Pedro, Fernando Lemos, Paula Rego, Nadir Afonso, João Hogan, Sónia Delaunay, Nikias Skapinakis, Cruzeiro Seixas, Marcelino Vespeira e João Cutileiro, entre outros.

Na inauguração, o secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus sublinhou a relevância do projecto para a Região Autónoma da Madeira, salientando ainda a dimensão simbólica da exposição no contexto das comemorações da autonomia. No seu entender, há uma palavra que importa evidenciar: a liberdade.

"O artista é, talvez, das pessoas que melhor consegue gerir a sua liberdade”, acrescentando que, mesmo em contextos históricos ou sociais mais controlados, é através da pintura, da escrita ou da música que os artistas comunicam de forma distinta.

“Nós queremos com esta exposição contribuir para a descentralização e, acima de tudo, cultivar o acesso facilitado à cultura”, afirmou, considerando tratar-se de “um dia de enorme comemoração para a cultura”.

Eduardo Jesus deixou ainda uma palavra de reconhecimento a Márcia Sousa, directora do MUDAS, e Teresa Pais, directora da Quinta das Cruzes, sublinhando que a exposição convida o público a “uma viagem sobre o pensamento e a criação”, resultante da fusão e do diálogo presentes nas obras expostas.