DNOTICIAS.PT
Madeira

Chega critica "falta de ambição" do Governo em relação à habitação

None

Francisco Gomes, deputado à Assembleia da República eleito pelo Chega, acusou o Governo da República de "de fragilidade, falta de ambição e ausência de coragem política no combate à crise da habitação". As declarações foram prestadas no debate em plenário do novo pacote de habitação, que decorreu na passada sexta-feira, e hoje recordadas através de comunicado.

O deputado, na sua intervenções, considerou que o governo “chegou tarde e chegou curto”, reconhecendo que algumas das medidas agora propostas — como a redução do IVA na construção, a simplificação do licenciamento e incentivos ao arrendamento — "são ideias que o CHEGA defende há anos", mas sublinhando que o actual executivo ficou, na sua opinião, “a meio do caminho”.

O parlamentar aponta que o país enfrenta uma crise “brutal” na habitação, "construída ao longo de décadas de más decisões", e que o governo está a responder com "medidas temporárias, limites artificiais e medo de ir mais longe, falhando no essencial".

Aliás, Francisco Gomes considera que as prioridades do executivo liderado por Luís Montenegro estão erradas, pois continua a ser “forte com quem cumpre e fraco com quem se aproveita”, com impacto direto no acesso à habitação, sobretudo para jovens e famílias portuguesas.

"Falhar na habitação é falhar no essencial. É expulsar jovens, destruir comunidades e abdicar do futuro. Este governo prefere remendos e propaganda a soluções estruturais", considera. Por outro lado, o deputado madeirense acusa o executivo da República de incoerência, afirmando que “dá com uma mão e tira com a outra”, ao anunciar reduções fiscais enquanto aumenta custos indiretos, reavaliações e encargos, tornando pouco atrativo e até inviável a construção e o arrendamento duradouros.

"Portugal precisa de ambição, estabilidade e prioridade nacional. Mas, enquanto este governo continuar fraco, sem coragem e sem autoridade, continuará a haver casa para todos os parasitas que vêm de fora, mas não para os portugueses", aponta.