Cerca de 25% admite sofrer de violência doméstica no Funchal
Joana Martins assume uma evolução negativa em relação à violência doméstica no concelho do Funchal. A presidente do núcleo da Madeira da UMAR revela que cerca de 25% dos inquiridos no Estudo da Realidade Social Jovens e Famílias admite sofrer de violência doméstica e 30% assume sofrer bullying. Os resultados deste estudo, realizado no ano passado, estão agora disponíveis em livro.
A obra apresentada esta manhã, na Sala da Assembleia Municipal do Funchal, será disponibilizada de forma gratuita às instituições que assim o requererem junto da UMAR e, na próxima edição da Feira do Livro, deverá estar disponível para venda ao público.
A UMAR acredita que tem de existir um estudo mais pormenorizado sobre estas áreas, por forma a perceber a realidade, pois considera que existem números que “não são conhecidos”. Joana Martins aponta, no entanto, que em relação à segurança, as pessoas dizem sentir-se seguras no Funchal.
Quanto à conciliação profissional e pessoal melhorou ligeiramente, também no que diz respeito à partilha de tarefas domésticas entre os casais. “Há pistas que dão a perceber em que áreas temos de actuar mais e investigar mais em pormenores: as violências, discriminações, bullying, violência no namoro”. As questões de saúde mental também são susceptíveis de um estudo mais aprofundado.
Estudo é base para medidas futuras
A vereadora Helena Leal apontou que este foi um estudo realizado pela UMAR e a Universidade do Porto, financiado pelo Município do Funchal e que contou com a colaboração dos serviços municipais.
A autarca explicou que este estudo pretende ser uma base para melhorar a intervenção da autarquia nas diferentes áreas, dentro das competências do município.
Questionada pelos jornalistas, a vereadora com o pelouro da Educação e Cidadania afirma que as questões relacionadas com o bullying e a violência doméstica não são propriamente novidades, mas que continuam a preocupar. Nesse sentido, a Câmara Municipal do Funchal tem levado a cabo algumas acções de prevenção junto dos mais novos, mas também nas estruturas municipais para seniores.