A Guerra Mundo

Reino Unido diz que Ucrânia já usou mísseis de longo alcance que forneceu

None

O ministro da Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, disse hoje que as Forças Armadas ucranianas já utilizaram os mísseis de longo alcance modelo Storm Shadow fornecidos há uma semana pelo Reino Unido.

"Tudo o que posso dizer é que foram usados desde que anunciamos a sua implantação na Ucrânia, mas não vou entrar em mais detalhes", disse o ministro Ben Wallace, segundo o canal britânico Sky News.

Da mesma forma, o responsável pelo trabalho da Defesa britânica sublinhou que os sistemas de armas fornecidos pelos aliados ocidentais à Ucrânia têm sido "poderosos" e servido para "fazer a diferença".

Wallace alertou que a Rússia planeia desenvolver um "programa naval" projetado para "observar e potencialmente sabotar ou atacar" a infraestrutura crítica dos adversários.

"[A Rússia] tem uma série de submarinos e outros equipamentos e naves de espionagem e tudo mais projetado especificamente para esse fim...Seja o Nord Stream ou a nossa própria infraestrutura, esta é uma área vulnerável e precisa de proteção" disse.

Apesar de tudo, o ministro da Defesa britânico tem afirmado que Londres não tem apenas "a intenção", mas também "a capacidade", de "defender" estas infraestruturas contra a ameaça representada pela Rússia.

O governo do Reino Unido anunciou há uma semana que mísseis capazes de atingir alvos a mais de 250 quilómetros de distância estavam a ser enviados à Ucrânia para ajudar as forças ucranianas a lidar com a "brutalidade russa".

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia denunciou essa decisão das autoridades britânicas como um passo "extremamente hostil" e que destaca a participação de Londres no conflito na Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia foi justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia.

A ofensiva foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8.534 civis mortos e 14.370 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.