Madeira

Há 20 anos havia lista de espera para os Parques Empresariais

Recorde connosco as edições de 18 de Maio de 2003 e de 1974

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Vários parques empresariais encontravam-se a ser construídos, mas já se falava em grande interesse por parte das empresas regionais

Foi há 20 anos que a manchete da edição impressa do DIÁRIO deu conta de que existia uma lista de espera de empresas interessadas em instalar-se nos parques empresariais que estavam a ser construídos na Região.

À data, cinco dos 11 parques previstos pelo Governo Regional encontravam-se em obras no terreno, sendo que no Verão deveriam iniciar-se os trabalhos nos parques da Ribeira Brava, Calheta, Ponta do Sol e Machico. De acordo com os responsáveis pela Madeira Parques, o parque empresarial da Camacha já se encontrava completamente lotado. Apesar de ser o único lotado, os administradores da empresa que gere os parque garantiam haver muitos interessados em todos os parques, incluindo no do Porto Moniz.

Aos munícipes era dada a garantia de melhorias em termos ambientais, uma vez que serviços mais poluentes eram retirados de perto das zonas residenciais, sendo que os parques empresariais seriam isolados e enquadrados em termos de paisagem. A 18 de Maio de 2003 estavam a ser construídos os parques do Porto Moniz, São Vicente (Ginjas), Camacha, Santana e Porto Santo.

5 mil em passeios a pé

Nesta edição, a reportagem publicada fava conta de que 5 mil pessoas realizavam, por dia, passeios a pé pela ilha. No entanto, alguns dos percursos eram 'vendidos' como sendo fáceis, o que não se revelava realidade. O Sindicato de Guias Turísticos proponha mais fiscalização, uma vez que havia guias 'piratas' que realizavam esses percursos sem qualquer tipo de formação para tal.

Além disso, era deixado o alerta para a necessidade de madeirenses e turistas realizarem estes trilhos acompanhados por quem os conhece, isto porque, de acordo com a reportagem, muitos não tinham a sinalização necessária e, por isso, facilmente podiam levar a que os caminhantes se perdessem. 

Américo Thomaz preso na Madeira

Na edição de 18 de Maio de 1974, o DIÁRIO apresentava uma fotografia exclusiva, captada no Funchal. Na imagem surgiam Américo Thomaz e César Moreira Baptista, dois antigos membros do Governo, que se encontravam detidos no Palácio de São Lourenço.

O ‘envio’ destes ex-governantes para a Madeira mereceu manifestações, uma vez que se gritava que “a Madeira não é caixote do lixo”. Américo Thomaz ficaria detido até ao dia 20 de Maio, seguindo depois para o Porto Santo, no famoso navio ‘Pirata Azul’. Foi da ilha dourada que depois viajou para o Brasil, onde permaneceu em exílio. Só em 1978 regressaria a Portugal.